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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A abadia de Beauport: ruínas que evocam as Lamentações do profeta Jeremias


A abadia de Beauport está situada em Kérity, Paimpol, na antiga Bretanha, França.

Ela foi fundada em 1202 pelo conde de Penthièvre e de Goëlo, Alain I d’Avaugour. O conde chamou aos cônegos regulares premonstratenses da abadia da Santíssima Trindade da Lucerna, na vizinha Normandia.

Os premonstratenses foram fundados por volta de 1120 pelo arcebispo de Magdeburgo, São Norbert de Xanten.

Um século depois a ordem contava mais de 600 casas instaladas desde a Irlanda até Chipre e desde a Suécia até Itália.

Para erigir uma abadia era preciso dinheiro e terreno. O conde de Penthièvre doou aos Premonstratenses um terreno sobre uma pedra junto ao córrego Correc e uma zona de pântano conhecida como “pradaria dos marrecos”.

Mas os monges logo perceberam que o local se prestava para um “belo porto” (o “beau port” que originou seu nome).

Em 1203, o Papa concedeu-lhes numerosos privilégios e os religiosos iniciaram a construção do mosteiro. Eles garantiam o atendimento das paróquias vizinhas.

Os Papas acompanhavam zelosamente o trabalho dos monges.

Prova disso é que em 1207, o Santo Padre escreveu ao abade de Beauport exortando-o a preservar a língua local, o bretão e só nomear para as paróquias padres que falassem essa língua.

A abadia foi muito próspera nos séculos XIII e XIV, e ainda no XVII e no XVIII.

A crise desencadeada pelo libertinismo laicista que deu na Revolução Francesa foi esvaziando-a de vocações.

Por fim, o laicismo tirou sua máscara liberal e voltou-se furiosamente contra a Igreja Católica e suas maiores manifestações, muitas e muitas vezes geradas na Idade Média.

Assim, a revolução de 1789 fechou a abadia em 1790. Desde então, o prestigioso prédio foi sendo depredado para tirar material de construção.

As ruínas falam da grandeza passada. Sobre elas pode bem se rezar a Oração e as Lamentações que o profeta Jeremias fez a propósito das ruínas de Jerusalém (trilha sonora do vídeo embaixo).

Nesta perspectiva, a destruição não consegue apagar a esperança inabalável que um dia essas ruínas reviverão como Jerusalém após o longo cativeiro de Babilônia, porque a alma delas é imortal: é a própria Santa Igreja Católica Apostólica e Romana.

(Fonte: Wikipédia)

Video: Abadia de Beauport e Lamentações do profeta Jeremias
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Majestade, força e seriedade: a catedral de BREMEN

A catedral de Bremen tem qualquer coisa de majestoso, de forte e de sério, que lembra um dos aspectos da Igreja Católica: Sua divina severidade.

Cada igreja, quando é bem construída, espelha um aspecto da “alma” da Religião Católica.

E na catedral de Bremen está expressa a solidez e a severidade da Igreja Católica.

Duas lindas torres, muito altas com o mesmo jogo do verde que se repete em cima.

Como efeito ótico, a Catedral tem duas simetrias; uma se perde meio no céu, e a outra é da pedra destacado pelo verde.

São dois golpes de vista distintos que coincidem no mesmo edifício.

E o atarracado e o severo está na parte central do edifício que fica como que esmagada entre as duas torres.

As torres cravam o pé no chão como que diz:

“É isso mesmo! E eu não só afirmo que é isso e finco o pé no chão, mas levanto a cabeça.

“E com toda a altura da minha estatura te olho, ó transeunte, para te dizer que a Igreja nunca muda, que a Igreja não passa, que Ela é eterna, e que tu tens que olhar com respeito para a severidade dos princípios que Ela enuncia.”

Um dos aspectos da sabedoria consiste nessa catadura, toda de pedra.

O tempo passa mas ela não muda, as pedras não mudam.

A Catedral tomou consistência ao embate de mil tempestades; ela tem uma conaturalidade com a tempestade.

Ela entra numa discrepância harmônica com o corpo de edifício vizinho.

É o maravilhoso da severidade, do combativo, do altaneiro, ao lado do maravilhoso do delicado, do gracioso, do harmonioso, do flutuante.

Interior da catedral: maravilhosa, delicada, graciosa, harmoniosa, flutuante.
São duas formas diversas de maravilhoso, que juntas constituem pelo seu próprio contraste, uma só, única e harmoniosa maravilha.

Esta é uma das mil maravilhas da Europa antiga que o espírito progressista procura de todos os modos insultar, e que certos tratadistas de arte e de história procuram desvirtuar.


Sinos da catedral de São Pedro, BREMEN, Alemanha :

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 14.8.67, não revisto pelo autor)

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