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quarta-feira, 30 de maio de 2012

BURGOS, catedral espanhola: majestade, sobriedade e esplendor


Que ordem, que linha!

Todas as coisas que são harmônicas devem ser dominadas por um ponto central.

Vejam como essa imagem domina absolutamente, na sua simplicidade, todo esse ambiente. Tudo é feito para olhar para ela.

Ela está num muro completamente liso. Em torno dela não há floreios, não há nada: é de uma austeridade enorme.

Mas a moldura é riquíssima.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Catedral: casa de Deus, imagem da Jerusalém celeste

Amalfi, catedral Santo Andre, catedrais medievaisNa Idade Média, construía-se a casa de Deus como imagem da Jerusalém Celeste, e essa casa de Deus era admirável. Ela era o lugar do culto e a casa do povo.

A legislação eclesiástica fazia diferença entre o santuário — onde o povo não entrava — e o resto da superfície da catedral. Essa distinção era necessária.

O espírito do século XX ficaria chocado pela animação e as atividades que podiam se desenrolar antigamente no interior das igrejas.

Ali se dormia, se comia, se podia falar sem necessidade de cochichos.

Ali se circulava muito mais livremente do que hoje, porque não havia bancos.

Ali as pessoas se encontravam, para discutir coisas que muitas vezes não eram diretamente religiosas.