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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Catedral de Amiens: a pedra cinza outrora resplandecente de cores

Chartres ostenta a beleza da pedra pura
Chartres ostenta a beleza da pedra pura
Quem admira os monumentos góticos se compraz em ver não só suas linhas, sua altaneria, etc., mas a pedra com que são feitos.

Em geral são de granito cinzento, ou de uma cor meio indefinida, constituindo massas enormes que parecem sair da terra à maneira de um chafariz imenso que jorrasse granitos da pré-história.

Assim nós temos as catedrais, os castelos, as torres que emergem do chão e que impressionam a quem olha as coisas da Idade Média.

Se há uma cor que parece com a não-cor é o cinza. Contudo, o granito cinzento tem uma beleza própria. É uma maravilha, não há que discutir.

Mas poder-se-ia perguntar se numa catedral são cabíveis outras formas de beleza. E, admitindo que sim, poder-se-ia perguntar qual das formas de beleza é maior.

Pessoas de meia cultura e de gosto mediano, fanáticas do purismo gótico, mas que entendem pouco desse estilo, acham que pintar uma catedral seria uma blasfêmia! “Deve ser de pedra e não pode ser de uma outra coisa!”.

A pedra nua tem uma forma de beleza tal que não haveria lágrimas suficientes para chorar o seu desaparecimento.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Sainte-Chapelle: delicadeza sobrenatural que eleva a Deus num voo só

Saintee-Chapelle: sob esta cúpula era exposta a Coroa de Espinhos

A Sainte-Chapelle leva o charme e a distinção a um ponto tal que parece ficar trêmula de tanta delicadeza.

Porém, ao mesmo tempo, destaca-se pelo equilíbrio e pela ascese.

Ela é o receptáculo tão perfeito quanto o homem conseguiu excogitar da suprema Coroa: a Coroa de Espinhos.

São Luiz, Rei de França, fez a Sainte-Chapelle para abrigar essa Coroa. Ele construiu assim um dos mais belos monumentos da arte medieval e, portanto, de toda a História!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

RAVENNA: a pompa hierática da Igreja

Sant'Apollinare in Classe, Ravenna, Itália
A Santa Cruz e o Bom Pastor. Sant'Apollinare in Classe, Ravenna, Itália
Nas basílicas de Ravenna vê-se propriamente o que é a pompa hierática e valor do hieratismo na Igreja.

Ravenna foi a terceira capital do Império Romano do Ocidente (402-476), depois de Roma e de Milão (286-402).

Aí o último imperador romano, Rômulo Augusto foi destronado por Odoacro.

Teodorico o Grande, rei bárbaro, a elegeu como sua capital, embelezando-a com elementos arquitetônicos bizantinos e elevando-a à outrora grandeza imperial no século V, pleno início da Idade Média.