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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Catedrais da cor, focos de sacralidade, palácios d'Aquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (João, XIV, 6)


Durante séculos de abandono os monumentos medievais foram se cobrindo de poeira, mofo e fuligem de revoluções.

No século XIX, houve literatos que se interessaram por eles e começou um movimento de reabilitação cultural e restauração material.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Basílica de São Marcos em VENEZA:
jóia do estilo bizantino


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A primeira fotografia apresenta uma visão interna da nave central da célebre Basílica de São Marcos, em Veneza, num horário favorável, em que ela está inteiramente vazia.

É preciso familiarizar-se com o estilo desse templo religioso: o bizantino.

Sua planta tem a forma da chamada cruz grega, isto é, cruz cujas quatro extremidades ou braços têm a mesma extensão.

A ideia da cruz, do sacrifício, da morte, e, portanto da Redenção infinitamente preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, fica simbolizada artisticamente de modo muito adequado pela disposição da nave central, das naves laterais e suas respectivas cúpulas.

Logo no primeiro plano da segunda fotografia, novamente o símbolo máximo do Cristianismo: uma imensa cruz, suspensa por uma longa corrente, ao centro da cúpula que serve de cobertura para a parte inicial da nave central.

O piso do interior da Basílica é formado por artísticos mosaicos, cujos desenhos geométricos, podem ser parcialmente observados na fotografia.

Essa foi tirada na mencionada parte inicial, portanto sob a cúpula que lhe serve de teto. Tal recinto é separado por um arco do espaço central da Basílica – o centro da planta em forma de cruz grega –, que tem a cúpula maior como cobertura.

Tal recinto é, por sua vez, separado de uma terceira área da nave central por uma viga constituída de mármores policromados, sustentada por oito colunas.

Sobre ela vê-se uma grande cruz de bronze dourada, ao centro, ladeada pelas imagens do Divino Redentor, dos Evangelistas e dos Doutores da Igreja.

Na terceira fotografia, pode-se admirar outro ângulo desse conjunto escultural, a beleza dos mármores, bem como a imponente tribuna também marmórea, que data do século XIV.

A referida separação, constituída pela cruz e pelas imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos Evangelistas e dos Doutores da Igreja, marca bem a distinção entre o sacerdote e os fiéis, a Igreja Docente e a Igreja Discente.

O sacerdote é o ministro de Deus, escolhido pelo Criador para representá-Lo perante os fiéis. Ele tem o poder de celebrar a Missa e, mediante suas palavras, opera-se a Transubstanciação.

Os fiéis não detêm dito poder. Essa separação tão categórica é, contudo, estabelecida com amor.

Daí o fato de a Santa Igreja, através da arte sacra, ornar e embelezar tal distinção, a qual constitui uma hierarquia fundamental instituída pelo Divino Salvador no interior de Seu Corpo Místico.

Por fim, pode-se observar um segundo arco sobre o aludido conjunto escultural.

Ele separa o centro da Basílica de outro recinto da nave central, recoberto por uma terceira cúpula.

Nesse espaço encontra-se o altar-mor.

Esse está coroado por um baldaquino de cor escura, apoiado sobre quatro colunas de alabastro oriental, também visível na fotografia.

O estilo bizantino foi originado de uma combinação de elementos da arte greco-romana e de influências orientais.

Tomou sua fisionomia específica no século VI d.C., no reinado de Justiniano, soberano do Império Romano do Oriente.



(Excertos de conferência pronunciada pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 7-12-88. Sem revisão do autor).




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