Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
O simbolismo das catedrais escapa ainda à ciência moderna, embora nos últimos anos se tenha dado um grande passo em frente, graças sobretudo aos trabalhos admiráveis de Emile Mâle.
Descobriu-se recentemente o simbolismo das pirâmides do Egito, e deve-se ver nelas o testemunho de uma ciência muito profunda, de autênticos monumentos de geometria, matemática e astronomia, embora ressalvando os exageros de alguns ocultistas.
Resta-nos descobrir o simbolismo das catedrais, dessas igrejas familiares que são um apelo à oração, ao recolhimento, talvez à mais maravilhosa das sensações humanas, que é o espanto.
Estamos longe de dominar o seu segredo.
Ainda não penetramos a fundo no porquê dos pormenores de arquitetura ou de ornamentação que as compõem, apenas sabemos que todos esses pormenores tinham um sentido.
Escritor, jornalista,
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Na catedral de Burgos se percebe bem o valor conjunto de três trabalhos humanos:
‒ o trabalho manual de quem esculpiu isso,
‒ o trabalho artístico de quem desenhou,
‒ o trabalho diretivo de quem resolveu fazer a catedral, encomendou os desenhos.
Qual dos três trabalhos é o mais nobre?
A catedral foi construída pelo rei de Castela São Fernando III. Quer dizer, foi um grande Santo exercendo sua capacidade ordenativa.
Do ponto de vista da nobreza de todas as coisas vistas a partir de Deus, evidentemente o trabalho ordenativo é o mais nobre. O mais modesto desses trabalhos é o manual.
Entretanto, Nosso Senhor Jesus Cristo trabalhou com Suas próprias mãos. E foi, portanto, um artesão, de tal maneira Ele enobreceu mesmo o trabalho que por sua natureza é menos nobre.
Na catedral de Burgos, os senhores têm Deus como Criador e Governador do universo é representado por São Fernando.
Depois, Deus enquanto Autor de toda beleza, é representado por quem fez os desenhos.
E Deus enquanto força do universo, por onde tudo se constitui e tudo se mantém segundo os planos da Sabedoria dEle, é representado pelo trabalhador manual.
(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, palestra em 2.9.72. Sem revisão do autor.)