Outras formas de visualizar o blog:
Mostrando postagens com marcador Polônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polônia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

As catedrais da Idade Média
germinaram nas almas dos primeiros cristãos

Catedral de Milão, Itália
Catedral de Milão, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Desde que os Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos e os discípulos em Pentecostes até o ponto mais alto da Idade Média, a Igreja esteve num crescimento contínuo.

Houve, por certo, fases de decadência, de crise ‒ nós estamos numa fase dessas!

Mas essas fases de perturbação e opacamento acabam sendo episódicas e sem reflexo na linha geral.

Após os declínios, o preenchimento dos vácuos abertos foi feito de tal maneira que a Igreja cresceu muito em formosura.

O que havia de implícito num católico das catacumbas, após as perseguições romanas explicitou-se enormemente na Idade Média.

Catedral de Cracóvia, Polônia
Catedral de Cracóvia, no Wawel, Polônia.
Por exemplo, uma catedral jazia na alma de um mártir das catacumbas como uma semente jaze na terra.

Durante muitos séculos de maturação, aquilo que estava no fundo da alma dos católicos dos primeiros séculos pode expandir-se.

E afinal desabrochou nas catedrais, nos castelos e na grande ordem medieval.

Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Não é que a Igreja ficou necessariamente mais santa na primeira ou segunda época medieval.

É que a Igreja manifestou muito mais a sua santidade aos olhos do número geral dos fiéis.

E também aos olhos dos infiéis nesse tempo que os Papas chamaram de primavera da Fé.

Foi nos séculos medievais que uma certa manifestação da Igreja, da Civilização Cristã, e portanto da Cristandade, tornou-se o dom comum de todos os fiéis.

E se incorporou pelo ensino de religião e pela fé, não só às convicções, mas ao subconsciente e às tradições de incontáveis homens.

É a Luz de Cristo que desceu em Pentecostes e que se perpetua na Igreja de progenie in progenie a través dos séculos.

As trevas do mal tentam envolve-la, mas não conseguem até quando parecem triunfar num festim de negrume, feiúra e pecado!


GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

terça-feira, 19 de maio de 2020

Catedral: casa de Deus, lar dos fiéis, imagem da Jerusalém celeste, o Céu

Amalfi, catedral Santo Andre, catedrais medievais
Amalfi, Itália. Catedral Santo André
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Na Idade Média, construía-se a casa de Deus como imagem da Jerusalém Celeste.

Quer dizer a cidade ideal do Céu empíreo onde moramm as almas que se salvam.

É a admirável casa de Deus, o lugar do culto e a casa materna do povo.

A legislação eclesiástica fazia diferença entre o santuário — onde o povo não entrava — e o resto da superfície da catedral. Essa distinção era necessária.

O santuário era o local reservado para o culto, a missa, os ofícios, etc. Ocupava em geral a parte posterior a onde hoje está o altar mor, separado por véus.

Na nave central e nas laterais se faziam muitas coisas que as pessoas queriam que ficassem como embebidas de espírito religioso, sem serem atos religiosos.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A catedral é um resumo de todas as artes,
a síntese visível da ordem da Criação

Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A expressão mais completa da arte medieval em França encontra-se na sua arquitetura, nas suas catedrais, onde quase todas as técnicas foram empregadas.

Existiu sem dúvida a arte profana, pois são numerosas as cenas alegóricas ou tiradas da Antiguidade.

Mais numerosos ainda os retratos, os quadros guerreiros, campestres ou idílicos, em que a natureza nunca está ausente.

Mas foi nas suas catedrais que ela pôs toda a sua alma.

Acontece — e não é por acaso — que a arquitetura medieval floresceu mais ainda em França do que em qualquer outra região.

Poucas das nossas aldeias escaparão à presença de algum vestígio dela, sob a forma por vezes muito humilde de um simples pórtico perdido no meio da alvenaria moderna, ou por vezes sob a forma de uma magnífica catedral, desproporcionada em relação à aglomeração que presentemente a circunda.

A serenidade um tanto maciça dos edifícios românicos é realçada por uma decoração agitada e turbulenta, com cenas de grandeza vertiginosa tiradas do Apocalipse, e banhadas ainda de influências orientais.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O trombeteiro de Nossa Senhora de CRACÓVIA

Igreja de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia

Conta-se até no longínquo Cazaquistão uma história ligada à mais alta torre da igreja de Nossa Senhora em Cracóvia.

Com 81 metros de altura, ela é conhecida como a Torre da Guarda. Ainda hoje é o ponto mais alto da cidade.

A vida nunca foi fácil em nenhuma parte, mas era especialmente difícil nos inícios da Polônia.

As cidades da Europa Central eram atacadas por hordas de bárbaros pagãos vindos da Mongólia, acumpliciados por vezes com aliados locais.

Em face do perigo, os conselheiros municipais de Cracóvia decidiram que um guarda ficaria sempre a postos no alto da torre de Nossa Senhora e alertaria os habitantes tão logo visse os mongóis se aproximarem.

Durante muitos anos, os guardas cumpriram sua missão a contento, alertando os habitantes da cidade diante das ameaças.