Outras formas de visualizar o blog:

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

RAVENNA: a pompa hierática da Igreja

Sant'Apollinare in Classe, Ravenna, Itália
A Santa Cruz e o Bom Pastor. Sant'Apollinare in Classe, Ravenna, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Nas basílicas de Ravenna vê-se propriamente o que é a pompa hierática e valor do hieratismo na Igreja.

Ravenna foi a terceira capital do Império Romano do Ocidente (402-476), depois de Roma e de Milão (286-402).

Aí o último imperador romano, Rômulo Augusto foi destronado por Odoacro.

Teodorico o Grande, rei bárbaro, a elegeu como sua capital, embelezando-a com elementos arquitetônicos bizantinos e elevando-a à outrora grandeza imperial no século V, pleno início da Idade Média.

Mausoleu de Gala Placidia, Ravenna, Itália
Mausoleu de Gala Placidia, Ravenna, Itália
No século VIII foi sede provisória do Sacro Império Romano-Germânico.

Carlos Magno descansava na cidade entre as campanhas bélicas. Foi sua primeira capital antes de escolher Aquisgrão (Aachen).

A Basílica de São Vital (Basilica di San Vitale) é o monumento mais famoso.

Começou a ser construída em 525, sob ordem do bispo Eclésio, no reinado de Teodorico, e foi concluída por Maximiniano em 548, sob domínio bizantino.

Os mosaicos representam sacrifícios do Velho Testamento: a história de Abraão e Melquisedeque, o sacrifício de Isaac, a história de Moisés, Jeremias e Isaías, representações das 12 tribos de Israel, Abel, Caim e o Cordeiro de Deus.

Basílica de San Vitale, emperatriz Teodora
Basílica de San Vitale, imperatriz Teodora
Ravenna , basílica de San Vitale, emperador Justiniano
Basílica de San Vitale, imperador Justiniano
Há mosaicos dos quatro Evangelistas, sob seus símbolos e todos vestidos de branco.

Todos os mosaicos obedecem à tradição Helenística-Romana: vívidos e imaginativos, com ricas cores e uma certa perspectiva, com ricas representações da paisagem, plantas e pássaros.

Ao pé da abside estão dos dois mosaicos mais famosos, executados em 548.

Representam o Imperador Justiniano, vestido em branco e com um halo dourado, ao lado de sua corte.

A semelhança da corte do imperador com Cristo e seus apóstolos marca a simbologia do caráter sacral que a Igreja quer para um Império católico.

Jesus em majestade. Basílica de San Vitale, Ravenna, Itália
No segundo, do outro lado está a Imperatriz Teodora, solene e formal, também com um halo dourado, joias e sua corte.

Os mosaicos de Ravenna são famosos.

Eles representam personagens romanos em atitude bizantina hierática.

Eles não estão imóveis, mas aparecem como que imóveis.

Eles têm toda a vida transparecendo no olhar e no porte.

Mas exibem a majestade das coisas que valem tanto que até quando não se movem, que até quando quase não falam, a sua imobilidade manifesta o seu poder.

Sant'Apollinare nuovo, Ravenna, Itália
Sant'Apollinare nuovo, Ravenna, Itália
Diz a Doutrina Católica de Nosso Senhor que ele é o motor imóvel.

Ele nunca se move, mas dEle procede o movimento que impulsiona todas as coisas.

Dante fala do amor que move o sol e as outras estrelas.

Luz intelectual cheia de amor, diz o poeta, amor cheio de todo bem.

Deus é esse amor fonte de todo movimento, fonte de toda vida. Mas, Ele, sendo imóvel, move tudo.

E as coisas terrenas algumas vezes retratam a grandeza de Deus, movendo-se, e outras vezes retratam a grandeza de Deus, não se movendo.

Há coisas que são extraordinariamente grandiosas movendo-se.

Basílica de San Vitale, Ravenna, Itália
Jesus coroa os justos. Basílica de San Vitale, Ravenna, Itália
Há outras coisas que são extraordinariamente grandiosas pela sua imobilidade.

Nós que vivemos num século que não adora apenas o movimento, mas adora a caricatura do movimento que é a agitação.

Nesse século, nós fazemos muito bem de cultivar em nós o gosto destas grandes manifestações de majestade.

Sobre tudo quando se trata da majestade sacral e hierática da Igreja Católica.

Essas grandes manifestações de majestade resultam das cenas em que a gente tem a impressão que a Igreja fica imóvel, e que Ela mesma fica contemplando a sua própria obra.




Vídeo: Ravenna: a pompa hierática da Igreja Católica





GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Vídeo: “Os 12 dias de Natal”










GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e até gastronómicos!


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs


Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.





























25 de dezembro é bem o dia em que Jesus nasceu





quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ROUEN: a glória de Deus cantada pela flecha de um templo altaneiro


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Rouen, a cidade onde Santa Joana d'Arc foi martirizada pelos ingleses, possui uma das catedrais góticas mais belas da França.

Na ilustração da catedral, observe seu enorme impulso rumo ao céu.

A torre vai se adelgaçando, e dir-se-ia que a sua ponta vai se transformando em céu.

A tal ponto que não se sabe bem se a ponta é mais ar do que terra, mais luz do que pedra.

Demonstra uma vontade de subir, reflete uma elevação de alma.

No prefácio da sua História de Santa Isabel de Hungria, Montalembert(*) conta um fato bem significativo.

Um maometano, preso pelos cruzados, recebeu licença de viajar pela Europa.

Conheceu catedrais medievais, e perguntou quem as construíra.

Mostraram-lhe o irmão leigo de um convento, e explicaram-lhe:

“Esses são os homens que constroem tais monumentos”.

Observou então o islamita:

“Como podem homens tão humildes construir edifícios tão altivos?”

Essa pergunta sintetiza a alma católica: humilde quanto a si mesma, mas insaciável de glória para Deus.

Nesse templo religioso, a glória de Deus é cantada por uma flecha que, simbolicamente, atinge um píncaro mais alto que todos os edifícios.

Símbolo da Igreja e da sociedade temporal católica.

A Igreja paira acima de tudo.

Ela e a Cristandade cantam a glória de Deus.


________________
(*) Carlos Forbes Renato de Montalembert, conde de Montalembert, literato e político francês, nasceu em Londres em 1810 e faleceu em Paris em 1870. Chefe do partido católico liberal, autor de inúmeras obras.
________________



Rouen, localizada no noroeste da França (Normandia), é conhecida como a cidade-palco do martírio de Santa Joana d’Arc, em 1431, na Place du Vieux-Marché.

Seu monumento mais prestigioso é a maravilhosa Catedral Notre-Dame de Rouen, obra-prima da arte gótica, construída entre os séculos XII e XV.

Sua fachada é constituída por 3 portais e duas torres assimétricas — a Tour Saint-Romain e a Tour du Beurre.

Sua flecha, uma agulha neogótica em ferro fundido, foi edificada entre 1825 e 1876, sendo a mais alta da França.

Na época de sua construção era a mais elevada do mundo, com 151 metros de altura.

________________________________________

(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10.02.1974. Sem revisão do autor.)




GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaAS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS