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terça-feira, 6 de abril de 2021

Arundel: catedral da fidelidade ao catolicismo

Arundel catedral-santuário de um duque mártir
Arundel catedral-santuário de um duque mártir
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Igreja Catedral de Nossa Senhora e São Filipe Howard é uma catedral católica na cidade de Arundel (West Sussex), Grã Bretanha, com uma história única.

Ela foi construída em 1873 como igreja paroquial, mas o esplêndido templo se tornou catedral em 1965 com a fundação da diocese de Arundel-Brighton.

A construção da catedral se deve à família Howard, Duques de Norfolk e Condes de Arundel, uma das famílias católicas mais proeminentes da aristocracia inglesa, instalada no Castelo de Arundel desde 1102 até hoje.

O duque de Norfolk é, por direito histórico reconhecido pela monarquia protestante inglesa, Primeiro Duque dos Pares de Inglaterra, membro hereditário da Câmara dos Lordes, Marechal Hereditário da Inglaterra.

Enquanto conde de Arundel também é Primeiro Conde do Reino inglês. Os Condes de Arundel têm também os títulos de Duque de Norfolk e outros subsidiários.

Catedral neogótica de Arundel.
Catedral neogótica de Arundel.
Todos os antigos e atuais duques descendem do rei Eduardo I da Inglaterra (1239 –1307). O Duque de Norfolk é o encarregado de receber na porta do Parlamento à rainha quando vai pronunciar seu famoso discurso de abertura dos trabalhos anuais.

O Duque age como representante de toda a classe dos Lordes.

Historicamente, pertencem às primeiras famílias aristocráticas da Inglaterra. Toda a família é tradicionalmente católica e principal representante do recusacionismo inglês.

O recusacionismo é o nome erudito dado aos nobres que se recusaram a acompanhar a apostasia e heresia protestante iniciada pelo rei Henrique VIII.

Muitos deles foram mártires como este duque de Arundel São Felipe Howard. Muitos outros continuaram professando o catolicismo num regime catacumbal em seus castelos.

São Felipe Howard, vitral de Santa Maria e santos mártires
São Felipe Howard, XX Conde de Arundel.
Vitral de Santa Maria e santos mártires
Em 1664 o catolicismo foi suprimido de vez na Inglaterra, passando todas as igrejas e catedrais do país a pertencerem à Igreja Anglicana.

Somente em 1829, por meio da lei de emancipação católica, paróquias foram novamente abertas ao culto católico e ainda assim sob suspeitas.

Recomendamos a nossos leitores, os posts publicados sobre os grandes santos que na Europa sofreram, rezaram e realizaram proezas para restaurar o catolicismo na Inglaterra:

Conversão dos anglicanos I: Don Bosco e São Domingos Savio

Conversão dos anglicanos II: Santo Eduardo Rei e São Paulo da Cruz, fundador

Conversão dos anglicanos III: o santo cura de Ars e o Servo de Deus Bartolomeu Holzhauser
Com a relativização da perseguição protestante, em 1868, o 15º Duque de Norfolk, Henry Fitzalan-Howard, contratou o arquiteto Joseph Hansom para erigir um templo católico em Arundel.

Esse deveria seguir o estilo do imponente castelo em que a família ducal reside.

Hansom projetou uma grande igreja de inspiração gótica francesa construída com pedras das pedreiras de Bath.

Nisso acompanhava o renascimento do gótico que teve no arquiteto católico inglês Augustus Welby Pugin (1812–1852) o seu máximo representante, famoso pelo Big Ben entre outras realizações.

Gótico: estilo bom para restaurar a sociedade e a religião em crise, ensinou famoso arquiteto inglês – 1

Gótico: estilo bom para restaurar a sociedade e a religião em crise, ensinou famoso arquiteto inglês – 2

Catedral de Arunde, nave central
Catedral de Arundel, nave central
A catedral foi dedicada a São Filipe Neri, mas foi mudada após a canonização em 1970 de São Filipe Howard, XX Conde de Arundel.

Ele foi um dos Quarenta mártires da Inglaterra e País de Gales, leigos e religiosos, homens e mulheres, que foram mortos por sua fé durante o reinado da rainha Elizabeth I.

Os Quarenta Mártires foram canonizados em 25 de outubro de 1970.

Eles se destacaram entre os cerca de trezentos que foram executados entre 1535 e 1679, pelos reis protestantes da Inglaterra e Gales revoltados contra o papado. Cfr. Quarenta Mártires da Inglaterra e País de Gales 

São Felipe Howard foi o XX Conde de Arundel, batizado no Palácio de Whitehall, apadrinhado pelo Rei Felipe II da Espanha.

A rainha Elizabeth I da Inglaterra, cruel protestante, prendeu seu pai em Norfolk, em 1569, pela tentativa de casamento com a católica Maria I Stuart, Rainha da Escócia e legitima herdeira ao trono inglês.

Após o duque tentar com o auxílio do rei Felipe II da Espanha colocar Maria Stuart no trono inglês e restaurar o catolicismo na Inglaterra, Elizabeth mandou executá-lo na Torre de Londres.

Seu filho São Philip Howard e grande parte de sua família desafiou a sanguinária rainha Elizabeth da qual era primo em segundo grau.

Túmulo de São Filipe Howard
Túmulo de São Filipe Howard

Com falsas acusações de alta traição, a rainha prendeu São Felipe Howard na Torre de Londres em 25 de abril de 1585, até sua morte por disenteria aos 38 anos de idade, dez anos depois.

No leito de morte pediu à rainha ver sua esposa e seu filho que havia nascido depois de sua prisão. 

A rainha respondeu que só autorizaria se prevaricasse ao protestantismo. Ele se recusou e morreu sozinho, sendo imediatamente reconhecido como mártir católico.

A família defendeu o condado de Arundel e o possui até agora.

O corpo do grande conde de Arundel São Felipe Howard foi jogado sob o chão da igreja de San Pedro ad Vincula, dentro da torre.

Vinte e nove anos depois, sua viúva e filho obtiveram permissão do rei Jaime I para mover seus restos mortais para a Capela FitzAlan, perto do Castelo de Arundel.

Seu túmulo foi transferido para a atual catedral católica de Arundel em 1971 onde hoje é um local de peregrinação.



Vídeo: Voo de um anjo na catedral de Arundel
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terça-feira, 23 de março de 2021

Entusiasmo impulsiona restauração de Notre Dame como na Idade Média

Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Com presteza e exigência já foram escolhidos os oito majestosos carvalhos da floresta de Bercé, centro-oeste da França, velhos de dois séculos, cuja preciosa madeira apresentou as melhores qualidades para sustentar a futura agulha de Notre Dame de Paris, noticiou “Clarin”.

São árvores incomuns, com mais de 20 metros de altura em seu tronco útil e um metro de diâmetro, selecionadas pelos arquitetos-chefes Philippe Villeneuve e Rémi Fromont.

Esses carvalhos vão garantir as fundações de uma estrutura de cerca de 300 toneladas.

Foram procuradas com drones que elaboraram os perfis de cada uma em 3D.

As árvores deviam ser ligeiramente curvas para acompanhar as abóbadas e se juntar às colunas do transepto.

O Pe. Martin Bonnassieux abençoa o bosque onde os lenhadores abaterão os carvalhos para Notre Dame
O Pe. Martin Bonnassieux abençoa o bosque
onde os lenhadores abaterão os carvalhos para Notre Dame
Serão trabalhadas com instrumentos e técnicas medievais mais próprios a produzir o efeito desejado.

A mídia americana tem destacado esta revivescência dos tempos em que “a influência da sabedoria cristã e a sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos”. (Leão XIII, “Immortale Dei”, de 1º-XI-1885, "Bonne Presse", Paris, vol. II).

São as mais perfeitas, mas nem de longe as únicas. 

Ao todo, mil carvalhos seletos foram oferecidos em todo o país. 

Metade vem de florestas nacionais e a outra de 150 florestas privadas, que doaram. Doadores estrangeiros também ofereceram suas árvores.

Maquete de Notre Dame
Maquete de Notre Dame
Para as estruturas medievais do teto da nave e do coro ainda será feita uma seleção entre milhares de árvores mais jovens.

A “colheita” deve render mil exemplares e deve concluir este ano.

As toras secarão durante seis meses nas florestas e serão transferidas para uma vintena de serrarias onde aguardarão entre 12 e 18 meses até atingirem uma umidade de pelo menos 30%.

No início de 2023, serão trabalhadas segundo os planos do arquiteto Eugène Viollet-Le-Duc, que restaurou a catedral no século XIX, para se obter uma reconstrução idêntica.

Todas essas árvores podem parecer muitas e custosas. Mas na realidade são muitíssimo poucas e são gratuitas! É o contrário de matérias primas sofisticadas modernas.

De acordo com a Oficina Nacional de Bosques (ONF), o milheiro de carvalhos que será usado representa 0,1% do corte anual da madeira de carvalho para construção ou móveis na França.

Aliás, explicou Aymeric Albert, diretor da ONF, na França “crescem mais carvalhos do que abatidos: três milhões de metros cúbicos, ante dois milhões, a cada ano”.

Cada tora é trabalhada minuciosamente com arte e instrumentos como os originais  medievais
Cada tora é trabalhada minuciosamente com arte e instrumentos
como os originais  medievais
A seleção dessas árvores magníficas é “o início do renascimento real da catedral”, se regozijou o arquiteto Villeneuve.

O general Jean-Louis Georgelin, responsável de que a restauração do templo gótico conclua na data fixada, confirmou: “estamos dentro dos prazos para abrir a catedral ao culto em 2024”.

O caos político, social, cultural e religioso que penetra todos os setores da sociedade francesa reacendeu o desejo de se voltar para a ordem, à hierarquia e à beleza também social, cultural e religiosa.

Essa saudade conferiu um impulso inimaginado pela restauração idêntica ao modelo medieval da catedral.

Esse élan ganhou velocidade com a contribuição desinteressada de diversos setores franceses que aspiram a tornar, se possível, mais bela do que antes a catedral de Nossa Senhora, a rainha medieval de Paris.





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terça-feira, 9 de março de 2021

Escola de sabedoria e santidade

Catedral de Salisbury, Inglaterra
Catedral de Salisbury, Inglaterra
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quando nós vemos a Catedral de pedra e o povo que passa, entra e sai, podemos dizer: “Como os homens gostam dela!”

Podemos dizer também: “Deus, no mais alto do Céu, como gosta dela!”

Mais do que isso, Deus no mais alto do Céu gostou, e Nossa Senhora gostou do nosso encanto por aquela Catedral.

Porque mais belo do que a Catedral é o amor que o homem tem à Catedral.

Porque o homem é a obra-prima de Deus nesse universo visível.

E todos os movimentos de alma, para amar aquilo que o Espírito Santo sugeriu para a glória de Deus, são mais belos do que as coisas materiais que o homem faz.

E quando nós sorrimos para a Catedral, Deus e Nossa Senhora sorriem para nós.

E assim é o tesouro de belezas que há no fundo da alma do inocente.

É uma forma de luz.

“Quem não sabe o que procura, não sabe o que encontra”.

Esse ditado, tão verdadeiro, tem a sua limitação.

Às vezes, os grandes encontros de nossa vida são das coisas que nós não sabíamos que procurávamos.

Procurávamos sem saber, porque não há palavras capazes de as exprimir adequadamente.

O melhor de nossa alma está no que nós procuramos sem ter palavras para saber exprimir. E quando encontramos, não temos palavras para suficientemente louvar.

Catedral Santa Cecília, Albi, França
Catedral Santa Cecília, Albi, França
E esse encontro com o que está acima de qualquer louvor comunica uma alegria inexprimível para nossa alma. Aí está o sentido da vida.

Um homem que ao longo de sua vida encontrou o que ele deveria procurar, pode dizer: “Eu vivi!”.

Se ele não encontrou, pode dizer:

“Eu andei pela vida como um cão sem dono. Comi nas latas de lixo, bebi nas sarjetas, descansei na garoa, na lama, na chuva ou no sol, mas eu não vivi.

“Por quê? Porque eu não encontrei a mão amiga que me agradasse, não encontrei o dono bom que me afagasse.

“Eu, cachorro, fui feito para a fidelidade, fui feito para servir, e não encontrei a quem servir. Passei uma vida vazia e morri de qualquer jeito”.

Assim poderia dizer um de nós que não encontrasse aquilo que procurava.

Quando o menino vai se fazendo moço, depois varão, e daí para frente, e essa procura vai sendo satisfeita ao longo de sua vida, ele acaba encontrando a sabedoria.

Da qual nos diz a Escritura que ela é como uma mendiga que bate à porta de todo o mundo, desde a manhã, à espera que abram.

Portanto, à porta de nossas almas, de madrugada, a toda hora, ela espera que acordemos para se oferecer a nós com o seu esplendor de rainha, com as suas carícias de mãe, com as suas iluminações incomparáveis.

E a alma inocente que encontra as belezas que deviam encontrar e amar perfaz o caminho da sabedoria e começa a atingir a santidade.

Quando ela encontra e se maravilha com a beleza de uma catedral, de um castelo, de uma alma, ou o que for, já acha a raiz da santidade.

Catedral de Santo Estevão, Viena
Catedral de Santo Estevão, Viena
O homem que encontra assim a sabedoria e se deixa guiar por ela, diz diante da Santa Igreja Católica Apostólica Romana:

“É preciso parar. Aqui há um mistério. Daqui sai tudo! Esta é a maravilha das maravilhas! Aqui eu me dou, e já de uma vez!

“Mas, dentro dessa maravilha, quanta maravilha para ver! Quanta coisa na Igreja!

“Depois a gente vai vendo, quanta coisa na Civilização Cristã que a Igreja inspirou, quanta coisa no passado católico! Olhe isto, olhe aquilo, olhe aquilo outro!”.

É assim que cada um de nós vai fazendo uma espécie de museu interior com todas essas impressões.

Esse “museu” é mais belo do que qualquer sala adornada. Nele nós recolhemos as lembranças das coisas que nos tocaram a alma, das coisas diante das quais ficamos como que sem respiração e sem saber o que dizer.

A lembrança desses momentos em que nós ficamos num tal ponto de entusiasmo, de satisfação e de equilíbrio que nós não sabemos nem sequer o que dizer.

E depois olhamos para os outros, e perguntamos: “Será que eles também não veem?”

Vem a indagação: “Não. Eu vi sozinho, mas vi. E para mim, eu prefiro ficar com aquilo que eu vi só, e ficar só sem os outros, do que ir atrás dos outros e perder aquilo que eu vi.”

E então, ao longo dos tempos, a gente coleciona coisas que viu, impressões que teve, raciocínios que fez, deliberações que tomou, gestos que presenciou, de bem, de verdadeiro, de bom e de belo.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência proferida em 13/10/79. Sem revisão do autor).


Vídeo: Catedral de Salisbury
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GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Catedral de ANTUÉRPIA: lições de sua profanação

Nossa Senhora na catedra de Antuérpia
Nossa Senhora na catedral de Antuérpia
Luis Dufaur
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O padre Bernardes, na “Nova Floresta” conta a história de “Os calvinistas, na catedral de Antuérpia”, Bélgica.

“No dia 21 de agosto de 1566, uma caterva de hereges calvinistas penetrou, à noite, na catedral de Antuérpia.

“Um deles, simulando um sinal, entoou um salmo de Davi, em língua francesa, e logo os outros arremeteram furiosamente contra as imagens de Cristo, de Nossa Senhora dos santos, que havia na igreja.

“A umas derrubavam, a outras calcavam aos pés, e outras estoqueavam com as espadas, e a outras ainda, arrancavam as cabeças com machados.

“Um grupo deles, saltando sobre os altares, arremessava ao chão os vasos sagrados, rasgavam os painéis dos retábulos, borravam e enchiam de imundícies as pinturas das paredes, e outros grupos quebravam os vitrais e estilhaçavam o órgão e demais santos das cornijas e dos capitéis.

“Uma antiga e devotíssima imagem de um crucifixo de grande tamanho foi derrubada e cortada em achas, como lenha, conservando-se intacto os dois ladrões que ladeavam a cruz”.
Isso é característico do espírito protestante. Derruba Nosso Senhor e deixa os ladrões.

Se eles tivessem que derrubar um dos ladrões derrubavam o bom ladrão, São Dimas. O outro continuava de pé.

O provérbio português diz: lê com lê, cré com cré. Assim, o herege poupa o ladrão, mas profana a casa de Deus.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Maravilhosa resistência de Notre Dame de Paris permite restauração veloz

resistência de Notre Dame de Paris permite restauração veloz
Resistência de Notre Dame
permite restauração veloz
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A estrutura de andaimes metálicos de 500 toneladas ficou ferozmente deformada no incêndio de Notre Dame tendo se incrustado nos muros por derretimento.

Podia se temer que na hora de tirá-la acontecessem abalos na estrutura da catedral.

Porém, o árduo e perigoso trabalho de desmonta-la cortando-a parte por parte concluiu na noite de 24 de novembro e “A Grande Dama de Paris” permaneceu impávida se sustentando por si própria, malgrado os graves danos no seu teto e agulha.

A majestade que irradiava explicou a exclamação da ministra de cultura francesa, Roselyne Bechalot: “a catedral de Notre Dame foi salva”, noticiou “Clarín”.

Ficaram afastadas as hipóteses de que colapsasse o monumento histórico mais famoso da França.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Órgão de Notre Dame bem recuperado para restauração

Órgão desmontado com precisão para limpieza e restauração
Órgão desmontado com precisão para limpeza e restauração
Luis Dufaur
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Notre Dame já sofria por 12 grandes janelas de vidro, com desenhos abstratos realizados por Jacques de Chevallier em 1966.

A investida modernista também procura entrar postulando métodos e materiais modernos para reconstruir as estruturas internas arrasadas pelo fogo. O teto é um caso típico.

Os defensores da tradição postulam que a estrutura seja refeita com carvalho como foi feita o original e durou até hoje.

Os modernistas querem usar titânio e outros materiais alegando – aliás, de modo incompreensível – que são mais ecológicos do que a madeira que é inflamável.

Os arquitetos responsáveis estão ouvindo as propostas de pedreiros especializados, entalhadores de pedra, marceneiros, fabricantes de vitrais, e ferreiros.

O presidente Emmanuel Macron já tentou aproveitar o impacto do incêndio para convocar um concurso internacional que desse um “toque contemporâneo” à catedral reconstruída.

Especialmente fizesse uma moderna agulha para substituir a neogótica consumida pelo fogo e que era criticada pelo clero. Mas o presidente renunciou em face da reação e das múltiplas ilegalidades em que devia incorrer.

Uma outra grave preocupação era o grande órgão de Notre-Dame. Embora não foi afetado pelas chamas era indispensável uma pormenorizada limpeza e restauração que não poderia ser realizada na catedral, informou Europe1.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A catedral de Nossa Senhora de REIMS

Luis Dufaur
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No ano de 401, na cidade de Reims, França, o arcebispo São Nicásio dedicou a Nossa Senhora um antigo templo pagão.

Aquela igreja haveria de se tornar a catedral onde Clovis foi batizado e onde seus descendentes foram sagrados.

Reis e bispos engrandeceram-na até que foi substituída por um magnífico templo galo-romano, que se tornou rapidamente célebre por numerosos milagres ali verificados.

Em 1211, um incêndio destruiu esta obra de arte e os habitantes locais, consternados desejaram reconstruí-la de maneira mais gloriosa.

Para cobrir os gastos necessários aos grandiosos planos, dois clérigos fazendo apelo à generosidade dos fiéis, transportaram sobre um andor, de cidade em cidade, a imagem milagrosa da Virgem.