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quarta-feira, 27 de maio de 2015

O vitral: cartão de visita de Deus e porta do Céu

Detalhe central da rosácea do transepto da catedral de Chartres, França
Detalhe central da rosácea do transepto da catedral de Chartres, França




No primeiro vitral que eu vi, eu tive a impressão que aquele mosaico de cores abria um buraco dentro da realidade material e conduzia meu olhar maravilhado para outra realidade que estava além do sensível.

O vitral me dava a impressão de que além da carapaça da matéria havia uma região aonde o maravilhoso se externava daquela maneira.

O vitral, a bem dizer, é a porta dessa região.

Depois dessa porta há outra ordem de coisas. Está Deus.

Aquele vitral é como que o cartão de visitas de Nosso Senhor, como que seu escudo heráldico.

O escudo heráldico não é a fotografia de um homem, mas é a descrição da mentalidade de uma família.

O vitral é a heráldica de Deus.

A luz criada por Deus penetrava no vitral e Deus como que dizia:

"meu filho, sua alma dá para isso! sua vida existe para isso! tudo que está embaixo são coisas que na medida em que conduzem a isso estão bem".

Vitral de São Zacarias, na catedral de Bourges, França
Vitral de São Zacarias, na catedral de Bourges, França
Resultado: alguém que voltando-se de olhar para a igreja de Saint Michel visse um grupo de punks dando risada da basílica, fazendo cambalhotas, e querendo, por exemplo, jogar lixo ali dentro, a posição natural e imediata seria ...

Há uma proporção: quanto mais alto a alma subiu, mais essa reação seria definida.

A reação é o termômetro exato do entusiasmo.

Esse estado de espírito maravilhado diante do Mont Saint Michel, da primeira torre, do primeiro vitral, do som deleitável do órgão, esses movimentos todos passam rápido demais em algumas almas.

Deixam, em outras, uma recordação que se fixa para todo o sempre se a alma continua fiel.

Ali ela se encontra a si mesma, há uma espécie de identidade dela consigo mesma.

Deus criou aquela pessoa para viver nesse estado de espírito. Ela então vive disso.

Na medida em que ela não vive para isso, ela não tem a fisionomia que Deus quis para ela. Ela não sabe qual é sua verdadeira fisonomia.

De ali vem todos esses vazios, tristezas e frustrações que andam por ai.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 3/1/82. Texto sem revisão do autor)

Profetas do Antigo Testamento, catedral de Notre Dame, Paris
Profetas do Antigo Testamento, catedral de Notre Dame, Paris



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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A catedral de BOURGES: uma das mais belas do mundo

Bourges: a catedral de Santo Estêvão obra prima do gótico.
Bourges: a catedral de Santo Estêvão obra prima do gótico.



Na fachada da catedral de Bourges, no centro da França, se destacam cinco grandes póritcos que dão acesso à catedral.

A porta central fica no fundo de uma série de arcos. Ela é feita de um triângulo cheio de imagens entalhadas em pedra e encimadas por outra principal.

Depois há uma rosácea preenchida por um vitral. De um lado e doutro da rosácea há dois nichos com imagens.

No triângulo há uma porção de arcos góticos dentro da espessura da parede que tendem ao arredondado.

Estão cobertos de pequenas imagens. Depois vem a porta propriamente dita.

No tímpano da porta há uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo vitorioso, triunfante. E depois novas figuras.

Afinal, em baixo estão as portas de madeira todas trabalhadas, encimadas por sua vez, por rosáceas.

A estrutura das portas laterais é a mesma, apenas menos rica. Elas fazem um acompanhamento da porta central como as damas de honor acompanhavam a rainha.

A porta é construída como uma saliência na fachada. Nos dias de chuva ou de sol muito forte, as pessoas podem ficar um pouco protegidas.

Nas construções modernas, mesmo as mais modestas, há uma preocupação análoga de colocar alguma coisa na entrada que proteja a pessoa que vai entrar.

Bourges: uma Bíblia e um catecismo em pedra que todos apreendiam a ler.
Bourges: uma Bíblia e um catecismo em pedra que todos apreendiam a ler.
De maneira que enquanto ela tira a chave para abrir a porta, ou enquanto espera que atendam a campainha, ela não fique sujeita à chuva. Isso, na expressão mais simples, consiste numa chapa de vidro perpendicular à parede.

Aqui, para chegar a esse resultado, vejam a magnificência de bom gosto e de beleza artística que a arte gótica empregou.

Porque tudo tem a finalidade de ornar, mas é um ornato com utilidade.

De cada lado da porta central, há mais duas. São cinco portas.

Tudo isso foi esculpido na pedra. As esculturas são numerosas e muitas delas são verdadeiras obras de arte.

Os medievais não se incomodavam de gastar mão-de-obra nem de terminar logo. Nada aí está feito ao galope para fazer logo.

Bourges: a catedral de Santo Estêvão uma das mais belas do mundo.
Bourges: a catedral de Santo Estêvão uma das mais belas do mundo.
As coisas não eram marcadas com data ficassem feias ou bonitas. O homem medieval não era escravo do tempo como é - e acha bonito ser - o pobre homem moderno.

Essas catedrais podiam levar cem, duzentos anos, para serem construídas. E as gerações que contribuíam para que essa catedral fosse construída, morriam em paz sabendo que não veriam a catedral pronta.

Mas eram gerações de fé, e sabiam que quando elas chegassem ao Céu, elas teriam diante de si uma visão incomparavelmente mais bela do que a catedral.

E esta visão seria a recompensa da paz com que elas adormeciam em Deus.

Seus corpos eram inumados na catedral ou nas cercanias, com as mãos postas esperando a misericórdia e o juízo de Deus.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor.)

Bourges: os mais belos vitrais tornavam fáceis as mais altas verdades da Fé Vitral do Apocalipse
Bourges: os mais belos vitrais tornavam fáceis as mais altas verdades da Fé.
Vitral do Apocalipse


Bourges, a catedral de Santo Estêvão: uma das mais belas do mundo

A catedral de Bourges dedicada a Santo Estêvao – Cathédrale Saint-Étienne, em francês – fica no centro da França.

É uma obra-prima de arquitetura gótica e sua fachada, de 40 metros da largura é a maior deste tipo. Em 1992 foi inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO

A construção da catedral iniciou-se em 1195, praticamente ao mesmo tempo com a Catedral de Chartres.

O coro foi construído em 1214, a nave em 1225 e a fachada foi terminada em 1250. O conjunto do templo do bispo de Bourges foi consagrado em 13 de maio de 1324.

Os reis Luis XI, em 1423 e Luís II de Bourbon-Condé em 1621 foram batizados na catedral.

A construção começou em 1195 e em 1214 perto da metade já estava pronta. Foi completada entre 1225 e 1230.

Foi saqueada pela Revolução Francesa que instalou dentro um Templo da Unidade em 10 de dezembro de 1793.

Bourges: nave central.
Bourges: nave central.
No século XIX teve início a restauração após o bárbaro crime e as obras continuam até o presente.

As catedrais eram concebidas como uma representação da Jerusalém celeste.

As dimensões exteriores são: 125 metros de comprimento, 55 metros de largura. A altura interior na nave central é de 37,15 metros.

A torre norte chamada “de Beurre” tem uma altura de 65 metros e a torre sul dita “a surda” 53 metros. A superfície total é de 5.900 m2.

A planta da catedral possui uma abside circular e sem transepto.

A fachada tem 5 grandes portais de acesso, um para cada nave.

Mais outros dois portais de acesso também ricamente adornados de esculturas simbólicas encontram-se na metade da nave mais externa.

Cada porta é ornamentada por esculturas notáveis, sendo a mais famosa a que ilustra o juízo final. Todas elas têm um alto conteúdo simbólico.

Nas esculturas e vitrais da catedral os fiéis podem ler as grandes verdades da Fé, o Antigo e Novo Testamento e a vida dos santos.

Para conferir estabilidade à estrutura gótica sempre mais arrojada e surpreendente foram utilizados contrafortes potentes, conhecidos como arcobotantes.

Com exceção dos vitrais da capela, quase todos da zona absideal são os originais do século XIII e são considerados uma das obras primas dessa arte.

A riqueza das cores, a distribuição harmoniosa das figuras e o requinte do conjunto faz dos vitrais de Bourges um doss conjuntos em que o fiel pode dizer que está vendo a Deus.

Os vitrais de Bourges são frequentemente comparados aos de Chartres considerados o auge da expressão luminosa da fé católica.

O mundo sobrenatural que transparece nas figuras representadas nos vitrais é insólita. Seu simbolismo transforma as mais altas e complicadas verdades teológicas em mensagens simples facilmente acessíveis inclusive para o analfabeto.

Exemplos vivos disso são os eventos do Antigo Testamento, episódios sobre a vida de Jesus Cristo e outros sobre o Apocalipse e o Fim do Mundo.




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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paray-le-Monial: onde o espírito medieval e o católico se identificam

Paray-le-Monial: nave central.
No abside: a pintura de Jesus Cristo no Juízo Final.



Até que ponto o espírito medieval e o espírito católico se identificam? Até que ponto um espírito anti-medieval pode ser chamado espírito anti-católico? E até que ponto se pode ser católico sem ter o espírito medieval?

O que é o espírito da Cristandade medieval em confrontação com o espírito católico?

Uma tese que não pode ser aceita é de que a Igreja só se exprime adequadamente no estilo medieval.

Basta considerar o românico, que não é gótico. Há monumentos românicos de uma expressão católica magnífica.

Eu, quando estive em Paray le Monial, fui assistir Missa. Em Paray-le-Monial Santa Margarida Maria recebeu as revelações do Sagrado Coração de Jesus.

Durante a Missa, os meus olhos foram se pondo pela igreja como faz todo mundo, e eu fui tomado pela igreja.

O tamanho, o tipo de pedra, os arcos, não sei que imponderáveis, e eu procurando afastar a idéia para prestar atenção na Missa...

Então, me passou pela cabeça, assim como um relâmpago: “isto aqui é um monumento muito sério, muito importante, uma coisa magnífica”.

Eu sai com este começo de enlevo enfático pela igreja.

Paray-le-Monial: basílica do Sagrado Coração de Jesus. O prédio dependente é de séculos mais recentes.
Paray-le-Monial: basílica do Sagrado Coração de Jesus.
O prédio dependente é de séculos mais recentes.
Depois alguém me disse que essa igreja tinha pertencido a Cluny e que foi até uma casa mãe importante de Cluny.

Eu esbarrei em Paray le Monial e sem pensar em Cluny o que há de resto de Idade Média em mim palpitou.

Ora, não era gótico. Era pré-gótico.

Assim nós podemos ir recuando na História.

Por exemplo, uma igreja que exprime muito dignamente o espírito católico é a fachada de São João de Latrão.

Paray-le-Monial é um fiel exemplo do estilo românico das abadias de Cluny
Paray-le-Monial é um fiel exemplo do estilo das abadias de Cluny
Ela é digna, me fala na alma, menos do que Paray-le-Monial, mas fala do bom espírito católico e nada fala contra o espírito católico.

A igreja do Coração de Jesus em São Paulo, que tanto me fala à alma e que teve um grande papel na formação das minhas impressões e, portanto da minha mentalidade, não tem uma só ogiva.

Os estilos não-góticos exprimem também adequadamente princípios e aspectos da ordem do universo.

O espírito de fé nos faz ver todas as coisas de acordo com a Revelação. E nos apresenta dignamente traços da ordem do universo.

Nessa hora, a ordem do universo de um modo vago se recompõe em todo o nosso espírito.



No correr dos séculos, o espírito de fé foi se explicitando cada vez mais na arte, até aparecer o românico.

Houve assim uma longa caminhada até a manifestação do gótico, que foi a forma mais plena do espírito de fé que se conseguiu.

Deveria ter vindo depois outros estilos que a Renascença e o Protestantismo cortaram.

Depois houve um recuo com o estilo clássico neo-pagão e depois o materialismo na arte.

Então a silhueta da arte sacra foi afundando. Houve um gradual retrocesso, um gradual afundamento até o momento em que apareceu a arte moderna e começou a fazer careta.

Paray-le-Monial: o interior reflete o modelo de Cluny
Paray-le-Monial: o interior reflete o modelo de Cluny
Já não é arte sacra, é arte blasfema.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor).


A basílica do Sagrado Coração de Jesus

No ano 973 o conde Lambert de Chalon fundou um claustro que desde 999 ficou sob a autoridade da abadia de Cluny.

Nada ficou da primitiva igreja do século X. No século XI iniciou-se uma construção que deu no pórtico e nas duas grandes torres da frente completadas no século XII em estilo românico.

Nesse século começou a edificação da grande abside e do deambulatório (foto ao lado).

Os trabalhos foram muito lentos e duraram até o século XIV. Nesse período o estilo românico foi substituído pelo gótico gerando a presença dos dois estilos na basílica.

Paray-le-Monial e sua basílica são locais de muita peregrinação depois das aparições do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarita Maria Alacoque (1647 - 1690).

As romarias começaram em realidade no século XIX e Paray-le-Monial hoje é um dos locais da maior visitação religiosa na França.

Aparições do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque em Paray-le-Monial
Aparições do Sagrado Coração de Jesus
a Santa Margarida Maria Alacoque em Paray-le-Monial
Os locais de visitação e oração são, sobretudo, a capela das aparições e o túmulo do confessor da Santa, São Cláudio de La Colombière.

Sob o influxo desse fluxo de peregrinações, em 1875 a igreja foi elevada ao rango de Basílica menor, título pontifício.

A Basílica do Sagrado Coração está composta de três naves, uma central e dois laterais. Tem duas pequenas torres no lado oeste.

Ela tem 63,5 metros de cumprimento e uma largura de 22,35 metros (sem considerar o transepto que mede 40,50 metros).

A nave central atinge uma altura de 22 metros, mas a torre do transepto chega aos 56 metros.

O exterior da Basílica é tipicamente cluniacense e românico, marcado pela austeridade e o despojamento.

Outrora os muros interiores estavam pintados e algo disso ainda resta no abside, no estilo do modelo que era a abadia de Cluny, representando a Jesus Cristo julgando o mundo no grande dia do Juízo Final.



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quarta-feira, 15 de abril de 2015

As igrejas de RAVENNA e o futuro possível do gótico

Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.
Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.






A basílica de San Vitale, em Ravenna, na Itália, é uma igreja octogonal, em estilo bizantino com figuras em mosaico, paradas ‒ mas vivas! não têm nada de morto! ‒ postas na contemplação sobre um fundo dourado, desligadas das circunstâncias concretas, numa espécie de abstração pura.

O estilo românico não se confunde com o estilo greco-romano presente nas igrejas mais antigas de Ravenna, como o oratório de Gala Placidia.

O estilo greco-romano é o estilo grego com pequenas adaptações feitas pelos romanos.

O estilo românico é uma adaptação do estilo romano feita pelos bárbaros.

Ravenna, igreja de San Vitale
Ravenna, igreja de San Vitale
Ele manifesta valores de alma que não estavam presentes no espírito da civilização romana.

Quando a gente vê o românico, e depois vê o gótico, percebe que o gótico estava nascendo no românico.

Ravenna prenuncia o gótico, mas está marcada por algo de violentamente diferente que vem do romano antigo e do bizantino.

O gótico nas suas manifestações anteriores à Renascença dá a impressão de que chegou ao fim do caminho.

De que atingiu uma tal perfeição, que não se pode imaginar maior nessa linha, e que uma nova linha deve aparecer.

Linha nova que não é o contrário do gótico, mas é um salto para cima.

Esse salto corresponderia à história da humanidade.

O espírito dos homens tinha chegado a um ponto em que um dado inteiramente novo daria um impulso novo na linha do antigo. Isto é, na linha da tradição.

Se os homens tivessem sido fiéis à graça, teria aparecido algo que pressagiaria o Reino de Maria.

Catedral de Canterbury, Inglaterra
Catedral de Canterbury, Inglaterra
Apareceu, porém, uma coisa péssima: a Renascença neo-pagã e o protestantismo.

Não é excessivo conjeturar que se a humanidade tivesse sido fiel às graças da Idade Média, teria nascido algo na linha do Reino de Imaculado Coração de Maria.

Mas com qualquer coisa de novo que a gente não sabe o que é que é.




(Autor: Plinio Correa de Oliveira, sem revisão do autor)





Video: Ravenna: a pompa hierática da Igreja Católica






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