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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Igrejas tradicionais: naus que levam ao Céu
pela linguagem dos símbolos

Igreja de São Mateus, Salers, França.
Igreja de São Mateus, Salers, França.



Quando nosso olhar é desviado das maravilhas da Encarnação pelas falsas ilusões sugestionadas por certo progresso técnico, custa perceber os tesouros simbólicos acumulados em nossos edifícios religiosos.

Entretanto, o simbolismo de catedrais e igrejas tem uma importância capital e nos está falando sempre de um significado mais alto.

A visão católica das coisas pressupõe que o mundo tem uma chave de interpretação que é divina.

E a Civilização Cristã nos mostra como o universo, e portanto nossa existência terrena, têm uma ordem profunda que deve ser obedecida.

Nave da catedral de Amiens.
Nave da catedral de Amiens.
A Criação não se reduz a uma superposição de mistérios científicos, mas na origem e na finalidade deles há um grande mistério sobrenatural que as Escrituras e os edifícios sagrados nos revelam de modo magnífico desde que queiramos lê-los com simplicidade de coração.

Cabe, portanto, aos católicos nos voltarmos para o universo simbólico das igrejas e das catedrais, dos castelos e das obras de arte cristãs, para nos alimentarmos de seus nutrimentos espirituais.

Pois os nossos grandes símbolos estão aí, eles são muito mais poderosos do que qualquer outro. Porém, uma estranha revolução temporal e eclesiástica espalhou o sono em volta deles.

Os adversários da Igreja, através de uma Cristofobia rampante, abusam dos símbolos do mal, do feio, do falso.

E atraem sobre nós um vazio enregelante, uma profunda decepção e um convite ao desespero nos abismos do pecado e da perdição.

As catedrais medievais que focalizamos no blog, espalhadas nos séculos e nas nações, nos desvendam um céu de belezas e valores que vão bem além da beleza das próprias catedrais.

Um céu povoado de anjos e de santos, das belezas incomensuráveis da Corte Celeste.

E, sobretudo, por Nosso Senhor e por Nossa Senhora, fulcro incessantemente renovado de belezas maiores e mais resplandecentes.

A igreja: um navio que sulca os céus, mas que Deus instalou no coração das cidades terrenas

Basílica de São Julião, Brioude, França.
Basílica de São Julião, Brioude, França.
O corpo principal da igreja é chamado de nave.

A própria Igreja Católica é tratada alegoricamente de “nau de São Pedro”. As semelhanças simbólicas com uma nau são frequentes. Por quê?

A igreja é um prédio que tem o ar de um barco que vai navegando não sobre as águas, mas sobre os céus, mantendo suas raízes ancoradas na terra.

A igreja, a catedral, é também a Arca de Noé da Nova Aliança, que vai sendo pilotada por Nosso Senhor Jesus Cristo, seu divino capitão, rumo à Jerusalém Celeste.

O porto de chegada é eterno e seguro. Deus o preparou para os justos habitarem após o dilúvio de fogo e do Juízo Final que vai encerrar o mar agitado da História.

O simbolismo do navio era acentuado pelo som do sino que anunciava o início da Santa Missa ou de algum outro ofício sagrado.

O sino tocava três vezes, como também o faziam os sinos na proa dos navios anunciando que eles soltavam as amarras e se afastavam da terra firme.

O sino da Missa simbolizava bem que o celebrante e com ele os fiéis deixavam as preocupações mundanas para se aprofundarem nos horizontes do mar infinito da graça e dos mistérios divinos.




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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

O altar da catedral de SCHLESWIG:
reminiscência gótica com acentuada nota teológica





Na foto ao lado vemos o retábulo do altar da catedral de Schleswig, cidade do antigo ducado de Schleswig-Holstein –– uma “língua de terra” que une a Alemanha à Dinamarca.

Nessa região, havia vários pequenos Estados independentes. Era o bom costume germânico, vigente no Sacro Império Romano Alemão, onde o Estado não era centralizado, mas rico em autonomias de vários tipos.

Schleswig era uma pequena zona gozando de uma quase soberania, que tinnha uma igreja contendo essa maravilha.

Esse altar consta de vários elementos, como o supedâneo circular, a mesa com o famoso tríptico e uma gradezinha bem graciosa (foto ao lado).

O retábulo não pode mais ser qualificado simplesmente como gótico, mas apresenta reminiscências do gótico flamboyant.

Nele encontramos arcadas, e dentro delas dosséis nos quais se nota vaga influência gótica.

Os arabescos reportam-se ao estilo gótico já decadente, constituem eles um conjunto pesado demais para a parte de baixo. São os desequilíbrios dos temos modernos que começam a se manifestar.

Apesar disso, à primeira vista, fica-se encantado com a impressão causada pelo altar.

Analisando sua base, sente-se uma certa estranheza, ela é pouco congruente com o que aparece acima.

Mas, após essa primeira impressão, as coisas se equilibram em nosso espírito, pois parece ter havido a intenção de criar um equilíbrio inverossímil, e assim viola-se um tanto as exigências de um verdadeiro equilíbrio.

Apesar disso nota-se a boa ordenação no seguinte: acima da base, a parte superior vai se tornando mais leve, e nela encontram-se os santos, além de um altar para Nossa Senhora.


No alto Nosso Senhor Jesus Cristo, sob um dossel que termina em forma de ponta.

Na reminiscência gótica, notam-se elementos pesados, aos quais se supõe outros que vão se tornando mais leves.

Com uma nota muito teológica, porque Nossa Senhora paira como Rainha no meio de todos os santos.

E Nosso Senhor Jesus Cristo colocado sob um dossel está por cima de todas as ordens possíveis, sobressaindo como se encontra no Céu.





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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sainte Chapelle: capela do rei da França,
custódio da Coroa do Rei dos reis




continuação do post anterior: A Sainte Chapelle e a reversibilidade entre a ordem católica e a ordem monárquica



A Sainte Chapelle é ela própria um imenso relicário feito de luz e vitrais. As relíquias ficavam no altar mor em urnas de uma riqueza única.

Os melhores artistas fizeram essas peças com um refinamento e uma exibição sem igual de pedras preciosas e ouro.

Ao pé de cada coluna, doze no total, a estátua de um Apóstolo como que segura o prédio. Em poucos anos foram instalados 750 metros quadrados de vitrais formando um grandioso livro de imagens.

Há um modo especial de ler esse livro, é um discurso maravilhoso que transmite os grandes fatos da Bíblia com uma insistência particular no Antigo Testamento.

Na parte central, os vitrais pintam a Paixão de Cristo, aponta Christophe Bottineau, arquiteto chefe dos Monumentos Históricos. No lado sul, onde bate mais o sol, é apresentada a dinastia dos reis de Israel que termina na pessoa de São Luís.

Não sabemos quem concebeu este livro de imagens. Quiçá o próprio São Luis, por que não? pergunta Le Pogam.

A epopeia bíblica descrita nos vitrais reforça o paralelismo com a monarquia do povo eleito do Novo Testamento.

David rei de Israel, Salomão fundador do Templo, Moisés o legislador e Aaron, primeiro Sumo Sacerdote coroado com uma coroa que parece com a tiara do Papa, são prefiguras da ordem católica medieval.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A Sainte Chapelle e a reversibilidade
entre a ordem católica e a ordem monárquica




A Sainte Chapelle foi mandada construir pelo rei da França São Luis IX (1214 – 1270), na metade do século XIII, em Paris, capital de seu reino.

São Luis foi um monarca santo em quem se fundiram duas dimensões: a política e a religiosa. A Sainte Chapelle permite, entre outras coisas, compreender melhor a reversibilidade dos dois aspectos no rei santo.

Um rei construtor, um rei-sacerdote – no senso da missão sacerdotal da aristocracia definido pelo Papa Bento XV – um rei cruzado, um rei santo, um rei modelo que deixou uma das mais belas joias da arquitetura da Idade Média.

A Sainte Chapelle é um magnífico livro de imagens que atravessou oito séculos, não sem arrostar grandes perigos.

Os reis da França na Idade Media eram ungidos pela Igreja e, portanto tinham também uma missão religiosa. A unção dos óleos sagrados marcava a origem divina da autoridade suprema do reino.

Essa associação entre a monarquia e a religião católica ajuda a compreender a Sainte Chapelle.

A comunicação de Deus com o povo e o reino passava através de São Luís. Ele devia proteger o povo cristão, propagar o cristianismo, defender o clero e conduzir seu povo rumo à Jerusalém celeste, rumo a salvação eterna.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A coroação dos reis da França na catedral de REIMS

Catedral Notre Dame de Reims, nave lateral esquerda.
Catedral Notre Dame de Reims, nave lateral esquerda.



continuação do post anterior: REIMS: a catedral da sagração dos reis da França



O Guarda dos Selos de França, desempenhando a função de Chanceler, sobe ao altar do lado do Evangelho e chama os doze pares para junto do rei.

Ao som do órgão, o arcebispo coloca sobre sua cabeça a coroa de Carlos Magno, enquanto os duques e pares a tocam com a mão, como símbolo de assistência, obediência e fidelidade.

Depois que o rei pôs sobre os ombros o grande manto azul forrado de arminho e semeado de flores-de-lis de ouro, é conduzido – com a coroa na cabeça, o cetro na mão direita e o bastão da justiça na esquerda – até o trono, onde se assenta.

Os pares o abraçam e proclamam por três vezes: “Vivat Rex in aeternum!” É a entronização.

Os clarins tocam, as portas da catedral se abrem de par em par, e a multidão, enchendo a nave com suas aclamações durante vários minutos, acorre para ver o Rei que Deus lhe deu.

Enquanto o arcebispo começa a missa, das abóbadas são soltos pequenos pássaros simbólicos. Arautos d’armas lançam medalhas da sagração.

Há salvas de mosquetes, descargas de artilharia.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

REIMS: a catedral da sagração dos reis da França

Catedral Notre Dame de Reims, vista interior da nave central
Catedral Notre Dame de Reims,
vista interior da nave central



Toda civilização começa pelos padres, pelas cerimônias religiosas, pelos milagres mesmo. Nunca houve, nunca haverá, não pode haver exceção a esta regra.

Os reis da França conheceram estas leis comuns a todos os povos, quando São Remígio em Reims ordenou a Clóvis, ao sagrá-lo rei dos francos:

“Curva tua cabeça, ó sicambro, adora o que queimaste e queima o que adoraste”.

Entretanto, o poder do Rei da França vem de Deus a um outro título mais especial. Certo dia, Santa Joana d’Arc pediu ao Rei Carlos VII que lhe desse seu reino. Carlos VII ficou embaraçado, mas acedeu.

Santa Joana d’Arc fez lavrar um documento atestando o fato. Depois, em presença dos mesmos tabeliães, e como senhora da França, entregou-a a Deus, Rei do Céu.

E o Rei do Céu e Rei da França, por intermédio da mesma Joana, instituiu Carlos, como também a seus sucessores, seu procurador divino.

Católica, sabedora bastante de que era só no seio da Igreja que ela atingia sua perfeita plenitude, era assim, como procurador de Deus, que a França jubilosa aceitava e gostava de ver o seu rei.

Por isso, nada a empolgava tanto quanto o momento em que ele, na mesma catedral de Reims, ajoelhado diante do grande Pontífice, ouvia estas palavras solenes:

“Eu vos sagro Rei com este Santo Óleo, em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo”.

A cerimônia da sagração de Luís XVI começou com orações às seis horas da manhã do Domingo da Ssma. Trindade de 1775.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O vitral: cartão de visita de Deus e porta do Céu

Detalhe central da rosácea do transepto da catedral de Chartres, França
Detalhe central da rosácea do transepto da catedral de Chartres, França




No primeiro vitral que eu vi, eu tive a impressão que aquele mosaico de cores abria um buraco dentro da realidade material e conduzia meu olhar maravilhado para outra realidade que estava além do sensível.

O vitral me dava a impressão de que além da carapaça da matéria havia uma região aonde o maravilhoso se externava daquela maneira.

O vitral, a bem dizer, é a porta dessa região.

Depois dessa porta há outra ordem de coisas. Está Deus.

Aquele vitral é como que o cartão de visitas de Nosso Senhor, como que seu escudo heráldico.

O escudo heráldico não é a fotografia de um homem, mas é a descrição da mentalidade de uma família.

O vitral é a heráldica de Deus.

A luz criada por Deus penetrava no vitral e Deus como que dizia:

"meu filho, sua alma dá para isso! sua vida existe para isso! tudo que está embaixo são coisas que na medida em que conduzem a isso estão bem".

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A catedral de BOURGES: uma das mais belas do mundo

Bourges: a catedral de Santo Estêvão obra prima do gótico.
Bourges: a catedral de Santo Estêvão obra prima do gótico.



Na fachada da catedral de Bourges, no centro da França, se destacam cinco grandes póritcos que dão acesso à catedral.

A porta central fica no fundo de uma série de arcos. Ela é feita de um triângulo cheio de imagens entalhadas em pedra e encimadas por outra principal.

Depois há uma rosácea preenchida por um vitral. De um lado e doutro da rosácea há dois nichos com imagens.

No triângulo há uma porção de arcos góticos dentro da espessura da parede que tendem ao arredondado.

Estão cobertos de pequenas imagens. Depois vem a porta propriamente dita.

No tímpano da porta há uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo vitorioso, triunfante. E depois novas figuras.

Afinal, em baixo estão as portas de madeira todas trabalhadas, encimadas por sua vez, por rosáceas.

A estrutura das portas laterais é a mesma, apenas menos rica. Elas fazem um acompanhamento da porta central como as damas de honor acompanhavam a rainha.

A porta é construída como uma saliência na fachada. Nos dias de chuva ou de sol muito forte, as pessoas podem ficar um pouco protegidas.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paray-le-Monial: onde o espírito medieval e o católico se identificam

Paray-le-Monial: nave central.
No abside: a pintura de Jesus Cristo no Juízo Final.



Até que ponto o espírito medieval e o espírito católico se identificam? Até que ponto um espírito anti-medieval pode ser chamado espírito anti-católico? E até que ponto se pode ser católico sem ter o espírito medieval?

O que é o espírito da Cristandade medieval em confrontação com o espírito católico?

Uma tese que não pode ser aceita é de que a Igreja só se exprime adequadamente no estilo medieval.

Basta considerar o românico, que não é gótico. Há monumentos românicos de uma expressão católica magnífica.

Eu, quando estive em Paray le Monial, fui assistir Missa. Em Paray-le-Monial Santa Margarida Maria recebeu as revelações do Sagrado Coração de Jesus.

Durante a Missa, os meus olhos foram se pondo pela igreja como faz todo mundo, e eu fui tomado pela igreja.

O tamanho, o tipo de pedra, os arcos, não sei que imponderáveis, e eu procurando afastar a idéia para prestar atenção na Missa...

Então, me passou pela cabeça, assim como um relâmpago: “isto aqui é um monumento muito sério, muito importante, uma coisa magnífica”.

Eu sai com este começo de enlevo enfático pela igreja.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

As igrejas de RAVENNA e o futuro possível do gótico

Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.
Ravenna, igreja de San Vitale, imperatriz Teodora e séquito.






A basílica de San Vitale, em Ravenna, na Itália, é uma igreja octogonal, em estilo bizantino com figuras em mosaico, paradas ‒ mas vivas! não têm nada de morto! ‒ postas na contemplação sobre um fundo dourado, desligadas das circunstâncias concretas, numa espécie de abstração pura.

O estilo românico não se confunde com o estilo greco-romano presente nas igrejas mais antigas de Ravenna, como o oratório de Gala Placidia.

O estilo greco-romano é o estilo grego com pequenas adaptações feitas pelos romanos.

O estilo românico é uma adaptação do estilo romano feita pelos bárbaros.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A catedral de LUND, São Lourenço e o lendário Finn




Em Zchonen, cidade universitária e primeiro arcebispado da Escandinávia, ergue-se formosa catedral romana.

Debaixo do coro, abre-se grande e bela cripta. Dizem todos que a igreja nunca será terminada, que sempre faltará alguma coisa, e que o motivo é este:

Quando São Lourenço chegou a Lund, a fim de pregar o Catolicismo, desejou construir uma igreja, mas carecia dos meios necessários e não sabia onde arranjá-los.

Pensando constantemente no seu objetivo, teve um dia a surpresa de ver na sua frente um gigante, que se ofereceu para em pouco tempo erguer o templo, contanto que São Lourenço adivinhasse o seu nome antes do fim.

Se não o conseguisse, o gigante receberia como prêmio da aposta o Sol, a Lua ou os olhos do santo. Este, confiando em Nossa Senhora, não teve o menor receio e aceitou a imposição.

Iniciou-se a construção, e dentro em pouco o templo estava quase pronto.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Nossa Senhora do Espinheiro:
a basílica do milagre luminoso





Nossa Senhora do Espinho é uma basílica de bom tamanho, meio perdida na pradaria da Champagne, perto de Reims.

É uma zona até pobre. Se não desse o vinho Champagne era uma zona que até atrairia muito pouco.

Mas é uma construção ideal, um sonho. Há peregrinações locais àquela igreja, mais frequentes ou menos, mais concorridas ou menos.

Vendo as fotos a gente se sente meio arrebatado para uma clave que só as coisas da Idade Média têm, e mais nada tem.

É uma graça que a gente não sabe o que dizer. Mas que a Idade Média tinha.

Quem não recebe essa graça, não acha interesse na catedral de Nossa Senhora do Espinho. Então, o medieval lhe parece pesado e indigesto.

Esta atitude tacanha começou quando a luz da Idade Média se apagou pela influencia da Revolução.

terça-feira, 10 de março de 2015

SANTIAGO DE COMPOSTELA:
fachada barroca e interior românico

A fachada da catedral apresenta uma sobrecarga fantástica,
mas ordenada, bonita e grandiosa.



Externamente, a catedral parece com uma sobrecarga fantástica.

Mas depois que a gente habitua bem a vista, percebe que essa sobrecarga é ordenada, bonita e grandiosa.

Internamente o problema não se põe. Ela é românica, anterior à fachada, e muito ordenada e bonita.

Pormenor muito espanhol: não tem vitrais. Tudo é murado.

Mas tem uma clarabóia bem estudada, por onde entra luz suficiente para a catedral inteira.

A imagem famosa de Santiago está no subterrâneo.

Os restos mortais do Apóstolo estão numa urna funerária muito bem trabalhada, pré-gótica, já anunciando o gótico; talvez de ouro.

Depois, pregada na parede, em cima, um pouquinho sem jeito, uma estrela de ouro que uma pessoa que não conheça História não percebe bem por que é que está lá.

Mas vem da origem do nome da cidade, "Campus stelle", o "Campo da Estrela": uma estrela indicou onde o corpo de Santiago Matamoros estava.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

LEÓN: a catedral da Reconquista face ao Islã invasor 360º

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A catedral de LEÓN em todo seu esplendor

A catedral Santa Maria de León é dedicada a Nossa Senhora sob a invocação de Sant Maria de la Regla, também chamada de “Pulchra leonina” pela sua beleza, a mais requintada do antigo reino de Leão.

Catedral de León, nave central
Catedral de León, nave central
Construída entre os séculos XIII e XIV, a atual catedral é uma obra-prima do gótico espanhol.

Ela foi construída segundo o modelo do gótico francês em plena guerra de Reconquista para banir os mouros da Península Ibérica.

Nos primórdios conhecidos da História, no local da atual catedral a Legião VII romana apelidada de Gemina construiu termas e prédios públicos.