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quarta-feira, 21 de junho de 2017

A catedral é um resumo de todas as artes,
a síntese visível da ordem da Criação

Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Basílica de Nossa Senhora, Cracóvia, Polônia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A expressão mais completa da arte medieval em França encontra-se na sua arquitetura, nas suas catedrais, onde quase todas as técnicas foram empregadas.

Existiu sem dúvida a arte profana, pois são numerosas as cenas alegóricas ou tiradas da Antiguidade.

Mais numerosos ainda os retratos, os quadros guerreiros, campestres ou idílicos, em que a natureza nunca está ausente.

Mas foi nas suas catedrais que ela pôs toda a sua alma.

Acontece — e não é por acaso — que a arquitetura medieval floresceu mais ainda em França do que em qualquer outra região.

Poucas das nossas aldeias escaparão à presença de algum vestígio dela, sob a forma por vezes muito humilde de um simples pórtico perdido no meio da alvenaria moderna, ou por vezes sob a forma de uma magnífica catedral, desproporcionada em relação à aglomeração que presentemente a circunda.

A serenidade um tanto maciça dos edifícios românicos é realçada por uma decoração agitada e turbulenta, com cenas de grandeza vertiginosa tiradas do Apocalipse, e banhadas ainda de influências orientais.

Uma evolução desta arte deu nascimento ao cruzeiro de ogiva e à arquitetura gótica, da qual o nosso país — exatamente o coração do nosso país, a Ilha de França — talvez tenha sido berço.

Catedral de York, Inglaterra, se inspirou no gótico normando importado da França
Catedral de York, Inglaterra, se inspirou no gótico normando importado da França
O arco em ogiva ia autorizar os nossos arquitetos a todas as audácias e permitir o florescimento perfeito da arte francesa da Idade Média, na sua época áurea dos séculos XII e XIII.

Como mais de uma vez se tem observado, os templos antigos estão ligados à terra: as suas colunas maciças; a absoluta regularidade do seu plano; os cânones que determinam a sua disposição e decoração; as suas linhas horizontais.

Tudo neles se opõe às nossas catedrais, em que a linha é vertical, em que a flecha aponta para o céu, em que a simetria é desdenhada sem por isso comprometer a harmonia, em que por fim as exigências da técnica se aliam com uma facilidade desconcertante à fantasia dos mestres-de-obras.

Quando se examina de perto uma catedral gótica, somos sempre tentados a ver nela alguma espécie de milagre.

Essas colunas que nunca se encontram em rigoroso alinhamento, e contudo suportam o peso do edifício.

Um dos órgãos da catedral de Estrasburgo
Um dos órgãos da catedral de Estrasburgo
Essas abóbadas que giram, se entrecruzam, volteiam e se sobrepõem; essas paredes perfuradas, onde muitas vezes entra mais vidro do que pedra; e enfim o edifício inteiro, maravilhosa síntese de fé, inspiração e piedade.

Nos monumentos antigos, um simples capitel descoberto permite reconstituir um templo inteiro.

No caso de uma catedral gótica, seria impossível reconstituí-la inteira, ainda que se descobrissem dela 70%.

No entanto, apesar dessa aparente desordem, nenhuma obra impõe ao arquiteto mais regras e obrigações do que a construção de uma igreja: orientação, iluminação, necessidades do culto, necessidades materiais provenientes da natureza do solo ou da sua situação, e ainda outras tantas dificuldades, que o mestre-de-obras parece ter quase sempre resolvido com facilidade.

Certas igrejas, como a de Estrasburgo, estão construídas sobre pântanos ou rios subterrâneos.

Outras — por exemplo, as Santas Marias do Mar, ou algumas igrejas do Languedoc — são praças-fortes em que a própria obra deve constituir uma defesa.



(Autor: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)




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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Sob a aparente fantasia: poderosa sabedoria, síntese do universo

Ambulatório da catedral de Amiens, Foto David Iliff License CC-BY-SA 3 0
Ambulatório da catedral de Amiens.
Foto: David Iliff License CC-BY-SA 3 0
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A nossa época, que se desembaraçou dos últimos restos de preconceitos clássicos, e na qual a influência dos dogmas da antiguidade é já nula, está em melhor posição do que qualquer outra para penetrar a arte da Idade Média.

Não passaria hoje pela cabeça de ninguém indignar-se com os camelos verdes do Psautier de Saint-Louis (Saltério de São Luís), e os artistas modernos fizeram-nos compreender que, para dar uma impressão de harmonia, a obra de arte deve ter em conta a geometria, e a decoração submeter-se à arquitetura.

Podemos redescobrir a arte medieval mais facilmente do que a literatura do mesmo tempo, pois podemos desfrutá-la diretamente.

Aprendemos a percorrer pedra por pedra, nas nossas catedrais e nos nossos museus, os seus vestígios dispersos pela Europa.

Os progressos da técnica fotográfica permitem-nos dar a conhecer as maravilhas das miniaturas insertas nos manuscritos, que até aqui só alguns iniciados podiam apreciar.

Chega-se a restituir mesmo as suas cores, com rara fidelidade, o que se pode confirmar nas admiráveis publicações da revista Verve, as das Éditions du Chêne ou de Cluny, etc.

O que sobressai mais nitidamente na arte medieval é o seu caráter sintético.

Criações, cenas, personagens, monumentos, parecem ter surgido de um só jato, tal é o seu frêmito de vida, tão forte a expressão do sentimento ou da ação que pretendem traduzir.

Iluminura representando São Pedro e São Paulo recebendo as almas dos monges na porta do Céu, Plimpton MS 040A, f1
Iluminura representando São Pedro e São Paulo recebendo as almas dos monges
na porta do Céu, Plimpton MS 040A, f1
Toda a obra, nessa época, é à sua maneira uma Somme — unidade poderosa, mas na qual, sob a aparente fantasia, entram em jogo uma multiplicidade de elementos sabiamente subordinados uns aos outros.

A sua força provém, antes do mais, da ordem que presidiu à sua realização. A arte, mais do que o gênio, é então a recompensa de uma longa paciência.

Contrariamente ao que poderia fazer crer a fantasia que parece presidir às suas soluções, o artista está longe de ser livre, obedece a obrigações de ordem exterior e de ordem técnica que regem, ponto por ponto, as etapas da sua obra.

A Idade Média ignora a arte pela arte, e na época a utilidade domina todas as criações.

É dessa utilidade, aliás, que as obras tiram a sua principal beleza, consistindo numa perfeita harmonia entre o objeto e o fim para o qual foi concebido.

Capela do Colégio Universitário de Exeter, Inglaterra
Capela do Colégio Universitário de Exeter, Inglaterra
Neste sentido, os objetos mais comuns nessa época aparecem-nos agora revestidos de uma autêntica beleza: um jarro, um caldeiro, uma taça, aos quais damos hoje honras de museu, as mais das vezes não possuem outro mérito senão o dessa perfeita adaptação às necessidades para as quais existem.

Noutro plano, o artista medieval preocupava-se acima de tudo com a razão de ser das suas criações. 

Uma igreja é um local de oração, e se a arquitetura das nossas catedrais variou de acordo com as épocas e com as províncias, é porque estava estreitamente ligada às necessidades do culto local.

Não há uma capela, um vitral que tenham sido colocados sem motivo ou acrescentados por pura fantasia.


(Autor: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)




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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A catedral

Sainte-Chapelle de Paris, relicário da Coroa de Espinhos e estátua de São Luís rei na cripta da Sainte-Chapelle
Sainte-Chapelle de Paris, relicário da Coroa de Espinhos
e estátua de São Luís rei na cripta da Sainte-Chapelle
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No corre-corre de nossos dias tresloucados, façamos uma pausa.

Esqueçamos por alguns minutos o trabalho, as preocupações que nos assaltam, e façamos uma visita a uma catedral medieval.

A belíssima página que a seguir transcrevemos –– de Émile Male, um historiador francês de grande envergadura, especializado em história da arte — apresenta-se como um bálsamo para as feridas que em nossas almas abriu esta época na qual vivemos.

Ele nos fala da catedral medieval, especialmente a do século XIII, na França.

Temos a impressão de estar lendo um poema que faz voar nosso espírito para longe das maldições deste século: os horrores da luta de classes, o desvario a que se chegou a propósito dos chamados direitos humanos, as invejas, os escândalos que se atropelam uns aos outros, as perversões morais, o terrorismo, a contínua insegurança e tudo o mais.

Enfim, damos a palavra ao célebre autor. Dispensamos as aspas, pois só os intertítulos são nossos.

Catedral de Bayeux, em Calvados, França
Catedral de Bayeux, em Calvados, França
Na catedral inteira sente-se a certeza e a fé; em nenhum lugar a dúvida. Esta impressão de serenidade, a catedral ainda hoje no-la transmite, por pouco que queiramos prestar atenção.

Esqueçamos por um momento nossas inquietações, nossos sistemas. Vamos a ela.

De longe, com seus transeptos, suas flechas e suas torres, ela nos parece uma nau possante, partindo para uma longa viagem.

Toda a cidade pode embarcar sem temor em seus robustos flancos.

Aproximemo-nos. No pórtico, encontramos logo Jesus Cristo, como o encontra todo homem que vem a este mundo.

Ele é a chave do enigma da vida. Em torno d’Ele está escrita uma resposta a todas as nossas questões.

Ficamos sabendo como o mundo começou e como terminará; as estátuas, das quais cada uma é símbolo de uma idade do mundo, nos dão a medida de sua duração.

Pórtico central de Notre Dame de Paris
Pórtico central de Notre Dame de Paris
Todos os homens cuja história nos importa conhecer, nós os temos diante dos olhos — são aqueles que na Antiga ou na Nova Lei foram símbolos de Jesus Cristo — pois os homens só existem na medida em que participam da natureza do Salvador.

Os outros — reis, conquistadores, filósofos — são apenas sombras vãs. Assim o mundo e a história do mundo se nos tornam claros.

Mas nossa própria história vem escrita ao lado da história desse vasto universo.

Nós aí aprendemos que nossa vida deve ser um combate: luta contra a natureza a cada estação do ano, luta contra nós mesmos a todos os instantes, eterna psicomaquia.

Àqueles que bem combateram, os anjos, do alto do Céu, estendem coroas.

Há lugar aqui para uma dúvida, ou para uma mera inquietação de espírito?

Nave principal da catedral de Amiens
Nave principal da catedral de Amiens
Penetremos na catedral. A sublimidade das grandes linhas verticais atua logo de início sobre a alma.

É impossível entrar na grande nave de Amiens sem se sentir purificado. Unicamente por sua beleza, ela age como um sacramento.

Ali também encontramos um espelho do mundo. Assim como a planície, como a floresta, ela tem sua atmosfera, seu perfume, sua luz, seu claro-obscuro, suas sombras. [...]

Mas é um mundo transfigurado, no qual a luz é mais brilhante que a da realidade, e no qual as sombras são mais misteriosas. Sentimo-nos no seio da Jerusalém celeste, da cidade futura.

Saboreamos a paz profunda; o ruído da vida quebra-se nos muros do santuário e torna-se um rumor longínquo: eis aí a arca indestrutível, contra a qual as tempestades não prevalecerão.

Nenhum lugar no mundo pôde comunicar aos homens um sentimento de segurança mais profundo.

Catedral de Bristol, Inglaterra
Catedral de Bristol, Inglaterra

Isto que nós sentimos ainda hoje, quão mais vivamente o sentiram os homens da Idade Média!

A catedral foi para eles a revelação total. Palavra, música, drama vivo dos Mistérios, drama imóvel das imagens, todas as artes ali se harmonizavam.

Era algo além da arte, era a pura luz, antes que ela se tivesse diversificado em fachos múltiplos pelo prisma.

O homem confinado numa classe social, numa profissão, disperso, esmagado pelo trabalho de todos os dias e pela vida, nela retomava o sentimento de unidade da sua natureza; ele ali encontrava o equilíbrio e a harmonia.

A multidão, reunida para as grandes festas, sentia que ela era a própria unidade viva; ela tornava-se o corpo místico de Cristo, cuja alma se confundia com sua alma.

Os fiéis eram a humanidade, a catedral era o mundo, o espírito de Deus pairava ao mesmo tempo sobre o homem e a criação.

Nave central da catedral de Albi, França
Nave central da catedral de Albi, França
A palavra de São Paulo tornava-se uma realidade: vivia-se e movia-se em Deus.

Eis o que sentia confusamente o homem da Idade Média, no belo dia de Natal ou de Páscoa, quando os ombros se tocavam, quando a cidade inteira lotava a imensa igreja.


Harmonia entre as classes sociais

Símbolo de fé, a catedral foi também um símbolo de amor. Todos para ela trabalharam.

O povo ofereceu o que tinha: seus braços robustos. Ele se atrelava aos carros, carregava as pedras nas costas, tinha a boa vontade do gigante São Cristóvão.

O burguês deu seu dinheiro, o barão sua terra, o artista seu gênio. Durante mais de dois séculos, todas as forças vivas da França colaboraram: daí vem a vida possante que se irradia dessas obras.

Até os mortos associavam-se aos vivos: a catedral era pavimentada de pedras tumulares; as gerações antigas, com as mãos juntas sobre suas lápides mortuárias, continuavam a rezar na velha igreja. Nela, o passado e o presente uniam-se num mesmo sentimento de amor. Ela era a consciência da cidade. [...]

No século XIII, ricos e pobres têm as mesmas alegrias artísticas. Não há de um lado o povo e de outro uma classe de pretensos eruditos.

Catedral de Coutances, Normandia, França
Catedral de Coutances, Normandia, França
A igreja é a casa de todos, a arte traduz o pensamento de todos. [...] A arte do século XIII exprime plenamente uma civilização, uma idade da História.

A catedral pode substituir todos os livros.

E não é somente o gênio da Cristandade, é o gênio da França que desabrocha aqui.

Sem dúvida, as idéias que tomaram corpo nas catedrais não nos pertencem com exclusividade: elas são o patrimônio comum da Europa católica.

Mas a França aqui se reconhece em sua paixão pelo universal. [...]

Quando compreenderemos que, no domínio da arte, a França jamais fez algo de maior?

(Autor: Émile Mâle, L´Art religieux du XIIIe siècle en France, Le Livre de Poche, Paris, 1969, pp. 448 ss (primeira edição: 1898). Obra premiada pela Académie Française e pela Académie des Inscriptions et Belles-Lettres).



GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Um primeiro vislumbre da arte gótica medieval,
no Santo Sepulcro!

Ressurreição, composição artística.
Ressurreição, composição artística.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quem visse o Santo Sepulcro, escavado na rocha, sabendo que Nosso Senhor Jesus Cristo na sua humanidade ali esteve sepultado, teria certa impressão.

Em nossos dias, estando o sagrado lugar encimado por uma igreja (a Basílica do Santo Sepulcro) — portanto, em que todo o ambiente encontra-se mudado —, gostaríamos de saber que impressão causaria, antes da Basílica, aquele abençoado lugar.

Para isso, é legítimo fazer o que Santo Inácio de Loyola recomenda nos “Exercícios Espirituais”: a “composição de lugar”.

Reconstituir o local — o Sepulcro — e a cena da Ressurreição. Assim, vou imaginar que impressão eu teria se lá estivesse.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Catedral neogótica no coração da Ásia muçulmana
é “potente sinal de evangelização”

Nova catedral de Karaganda, Cazaquistão, Ásia Central. O bispo optou pelo estilo neogótico porque mais conforme com a sacralidade da casa de Deus.
Nova catedral de Karaganda, Cazaquistão, Ásia Central.
O bispo optou pelo estilo neogótico porque mais conforme com a sacralidade da casa de Deus.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 9 de setembro de 2012 foi consagrada a catedral da diocese de Karaganda, no Cazaquistão, em uma solene celebração presidida pelo Cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio Cardinalício e Legado Pontifício para a consagração. O fato foi noticiado em seu momento pela agência Zenit

Em estilo neogótico, a catedral foi pensada e desejada pelos bispos D. Jan Pawel Lenga e D. Athanasius Schneider, então titular e auxiliar daquela diocese, respectivamente.

O Cazaquistão é um país esmagadoramente muçulmano no coração das estepes da imensa Ásia. Os católicos constituem uma minoria: 1 ou 2% da população.

Por que os bispos escolheram esse estilo?

quarta-feira, 29 de março de 2017

Catedral de São Marcos, VENEZA:
“Igreja Católica é isto! Ó Igreja Católica!”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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É noite em Veneza. Na Praça de São Marcos a onda de turistas está ausente, os pombos estão dormindo, a catedral apresenta-se em sua majestosa solidão.

Esplendidamente iluminada, deixando perceber o branco reluzente do mármore, seus pormenores e a linha geral do conjunto.

Nesta magnífica catedral de São Marcos distinguem-se três profundidades.

Em primeiro lugar as arcadas, que têm como centro um arco maior apresentando magnífico mosaico, e acima dele um terraço.

Em seguida a parte superior desse primeiro corpo do edifício, com uma espécie de ogiva central muito grande.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Nossa Senhora de BRUGES: síntese feliz do talento flamengo e da piedade espanhola


Luis Dufaur
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Num primeiro momento a igreja de Nossa Senhora ‒ Notre Dame em francês e Onze-Lieve-Vrouwekerk em flamengo ‒ de Bruges é confundida com a catedral da cidade.

A razão é ser ela a maior igreja católica da cidade.

Destaca-se por uma torre medieval de 122 metros de altura que é a mais alta de Bruges.

É, aliás, a segunda maior torre feita de tijolos na Europa.

Os visitantes ficam atraídos por seu caráter e pelas destacadas obras de arte que possui.