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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O concerto dos campanários – 1

O campanário da catedral de Rouen, França  é o da direita.  A torre mais alta é a chamada 'lanterne'
O campanário da catedral de Rouen, França
é o da direita.
A torre mais alta é a chamada 'lanterne'

É meio-dia, soa o Ângelus. Alguns se recolhem e dirigem as suas preces ao Céu. Em geral eles estão mais orgulhosos de seu campanário paroquial do que de suas prefeituras.

É fácil compreender: o sino lhes fala mais ao coração do que os discursos prolixos e interesseiros dos políticos.

Sob vários pontos de vista, o sino é a alma da aldeia. Ele representa a Providência divina que vela sobre as misérias humanas.

Ele anuncia as alegrias e as tristezas, a vida e a morte. As missas, os batismos, os casamentos, os funerais… a vida inteira está sob o império sereno e acessível do campanário, ou seja, da Santa Madre a Igreja.

Não toquem no meu campanário…

Compreendeu-o bem a França profunda das pequenas aldeias. Por isso, ao longo dos séculos, seus habitantes marcaram com sua personalidade a variedade quase insondável de estilos de campanários.

Alguns são pontudos como agulhas, desafiando a lei da gravidade em busca do céu. Outros são fortes como torres de fortalezas, quadrados e altivos, abrigando os seus sinos.

Todos traduzem, de algum modo, as tendências primeiras do povo da região onde se encontram. Nada a ver com a massificação sem alma e sem personalidade dos edifícios modernos, que se podem construir iguais em qualquer lugar do mundo.

Apesar de todas as devastações decorrentes das guerras, do protestantismo, do igualitarismo imposto pela Revolução Francesa, da dita modernização da vida e da decadência dos costumes, a França conserva ainda em seus panoramas belezas e doçuras que caracterizam a filha primogênita da Igreja.

Uma dessas belezas encontra-se na riqueza de estilos arquitetônicos. E como subproduto, a diversidade de campanários das igrejas e capelas, de acordo com a região ou sub-região onde se encontram.

Um campanário na Alsácia, na Bretanha, na Normandia, nos Alpes, na Borgonha, no Quercy ou na Provença podem até apresentar entre si diferenças de estilo maiores do que aquelas existentes entre alguns países.


Assim, as diferenças entre a Alsácia e a Bretanha talvez sejam maiores do que entre Portugal e Espanha, ou mesmo do que os países sul-americanos entre si.

A torre da municipalidade, símbolo do lugar

A torre da igreja como emblema de personalidade de um lugar ou de uma região tem seu êmulo civil nas torres dos edifícios públicos da municipalidade.

Beffroi da prefeitura de Arras na noite, França
Beffroi da prefeitura de Arras na noite, França
Na França, como por toda a Europa, a autoridade municipal é emblematicamente representada pelo edifício da prefeitura, do conselho, do ayuntamiento, ou câmara municipal, conforme os costumes do país.

Esses edifícios espelhavam geralmente um estilo próprio da região e tinham no campanário o seu ponto mais cuidado, sobretudo em Flandres, antigo condado hoje situado em parte na Bélgica e em parte no norte da França.

Os campanários flamengos são verdadeiras obras-primas de arte e simbolismo.

Com efeito, tratando-se de uma região que eminentemente comercia produtos de qualidade (como tapetes, tecidos etc.), a sua riqueza espelhava-se nos edifícios públicos, entre os quais o campanário desempenhava um papel saliente.

Com efeito, nos tempos de outrora em que as guerras eram feitas com exércitos de infantaria e tropas de cavalaria, o beffroi era a torre municipal destinada a dar o alarme em caso de aproximação do inimigo, para que a cidade pudesse organizar rapidamente a sua própria defesa.

São célebres os beffrois de Gand, Bruges, Arras, entre tantos outros.

Influências dos sinos na vida dos habitantes

Costumo ir a uma paróquia do Perche, na região central da França, tipicamente agrícola, onde se criou a raça de cavalos percheron.

Felizmente aí existem ainda famílias numerosas e uma presença considerável de crianças, que levam alegria aos lares, de maneira a causar inveja aos casais que evitam os filhos.

Terminada a missa, um dos prazeres inocentes dessas crianças consiste em disputar a corda do sino, pendurando-se nela ao sabor do vai-e-vem do badalo.

Campanário da igreja de Miremont, França
Campanário da igreja de Miremont, França
O rebimbar que assim produzem é claramente festivo, em contraste com a nota triste e compassada de um toque de finados.

Sim, os sinos transmitem harmonias que refletem certos estados de espírito. Ademais, eles são desiguais entre si, pelo tamanho e pela importância da capela, igreja, abadia ou catedral onde se encontram.

Sem falar nas maneiras de tocá-los, desde o triste anúncio de um enterro até o alegre bimbalhar de um dia de festa.

Os sinos das capelas em geral são pequenos e de timbre agudo. Por isso são festivos e quase diria juvenis. As igrejas são desiguais, conforme o seu tamanho e a sua importância. Podem até possuir carrilhões.

Mas, de um modo geral, as igrejas paroquiais situam-se numa mediania bem acima das capelas. Pelos toques do Angelus, ou de convite para a Missa, elas davam outrora vida à cidade e ao campo.

A vida material era regulada pelo influxo sobrenatural. E isso produzia na sociedade civil uma doçura no trato, uma seriedade no cumprimento do dever, uma riqueza de alma que inconscientemente ungia e amenizava as agruras da vida.

Emprego sempre o tempo passado, pois de há muito os sinos emudeceram devido à “fumaça de satanás” que penetrou na Igreja, para usar a expressão de Paulo VI. Hoje a vida doméstica é pautada sobretudo pelos programas de televisão.

Na vida das paróquias, haveria que acrescentar ainda dois outros elementos consonantes ao sino: o órgão e o coral.


Sinos da igreja de Santa Maria Madalena, em BRESLAU, Polônia :

Mas aqui as coisas se complicam, porque a música depende do compositor, o órgão do organista e o coral do maestro. E aí temos o confronto de escolas, de estilos, de interpretações.



continua no próximo post: A sacralidade das abadias e mosteiros – o concerto dos campanários 2



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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Catedral de REIMS: fatos simbólicos marcam a história do templo gótico

Catedral de Reims iluminada na noite
Catedral de Reims iluminada na noite




A catedral de Reims é tão carregada de história que haveria dificuldade em tecer sobre ela apenas um comentário.

Até o reinado de Luís XVI, foi o templo onde os reis de França eram sagrados. Houve uma espécie de sagração póstuma do rei Carlos X, irmão de Luís XVI, que reinou após a Revolução Francesa.

Essa catedral francesa tornou-se um símbolo da arte gótica, juntamente com a catedral do Notre-Dame de Paris.

As sagrações dos reis de França que se realizaram em Reims foram as festas mais características e simbólicas da glória e da pompa da Idade Média.

O rei de França era cognominado Rex Cristianissimus (Rei Cristianíssimo) e sua sagração transcorria numa cerimônia que empolgava a Europa inteira.

Um fato simbólico que sempre me impressionou ocorreu em Reims. As igrejas góticas ostentam em seu exterior estátuas e imagens, mas durante a Revolução Francesa elas foram decapitadas.

Previamente à coroação do rei Carlos X, a fim de que a sagração não se passasse em condições tristes, com a visão daquelas imagens decapitadas, modelaram cabeças de pedra e as recolocaram nas imagens.

Interior da catedral de Reims
Interior da catedral de Reims
Entretanto a restauração monárquica de Carlos X não foi uma verdadeira Restauração. Ele manteve muitos aspectos péssimos oriundos da Revolução Francesa.

Então, aplicava-se a ele o dito magnífico de Joseph de Maistre numa correspondência ao rei da Sardenha: “Majestade, depois da queda de Napoleão, tudo foi reposto, nada restaurado”.

Quando o cortejo de Carlos X chegava à catedral de Reims, os canhões começaram a troar. Entretanto, à medida que os estampidos dos canhões iam retumbando, as cabeças das imagens iam caindo... Simbolicamente, “tudo tinha sido reposto, nada restaurado”.

Foi um modo eloquente de a Providência manifestar a fatuidade da obra que se estava empreendendo. O fato simbólico patenteou a inutilidade de todos os esforços católicos contra-revolucionários que não sejam radicais, completos e de índole profundamente religiosa.

A restauração da civilização cristã só pode efetivar-se de modo durável se for inteiramente radical e profundamente religiosa.

(Autor: excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 23 de maio de 1967. Sem revisão do autor.)


História da catedral de Notre-Dame de Reims

A Catedral de Notre-Dame de Reims disputa com as catedrais de Paris e Chartres, também dedicadas a Nossa Senhora, o título da catedral gótica mais importante da França.

Localiza-se na cidade de Reims, na região de Champagne, produtora do famoso vinho espumante. Como quase todas as grandes catedrais, a atual foi construída no século XIII em substituição a uma antiga igreja.

São Remígio, bispo de Reims, batiza Clóvis, rei dos Francos
São Remígio, bispo de Reims, batiza Clóvis, rei dos Francos
Nos tempos bárbaros e romanos, Reims foi um importante centro comercial. Os romanos chegaram no ano 58 a.C. e encontraram uma região rica em vinhos, madeira, carne e lã, e com ela fizeram aliança.

No ano 250, Reims já era sede do bispado de Champagne, e a conversão das hordas bárbaras ao catolicismo foi conseguida pelos religiosos de Reims.

O marco histórico foi o batismo de Clóvis I, rei dos francos, no ano 498. Clóvis e seu povo deram origem à França e foram o braço armado da Igreja Católica nos caóticos tempos após a queda do Império Romano.

A primeira catedral foi uma pequena igreja, consagrada a Nossa Senhora na época do batismo de Clóvis. No ano 816, ela foi reconstruída para abrigar a cerimônia de coroação do rei da França.

A atual catedral foi iniciada em 6 de maio de 1211 pelo arcebispo Aubrey de Humbert.

Na década seguinte foi completado o coro e as capelas laterais indispensáveis para a celebração da Missa.

A fachada principal foi iniciada em 1252 por Jean le Loupe e os pórticos foram concluídos em 1256.

Em 1299, Robert de Coucy completou a fachada até o nível onde está situada a Galeria dos Reis. A guerra dos Cem Anos, a grande peste de 1348 e um grande incêndio em 1481 atrasaram o projeto.

Aa catedral atingiu a aparência atual apenas 300 anos após a colocação da pedra fundamental, e ainda alguns elementos como as torres permanecem incompletos.

O comprimento da nave chega a 139 metros, maior que Chartres. A largura é de 13 metros e a altura de 35 metros (equivalente a um prédio de doze andares)

Santa Joana d'Arc, imagem na catedral de Reims
Santa Joana d'Arc, imagem na catedral de Reims
A área construída é de 6.650 m2, e a catedral de Reims é, além de belíssima, é uma das maiores obras arquitetônicas e religiosas da humanidade.

O projeto previa a construção de sete torres, mas apenas as torres da fachada principal foram concluídas.

Em 1917, em plena I Guerra Mundial cerca de 300 bombas incendiarias danificaram gravemente a abóbada. A restauração ficou concluída em 1937.

Em 17 de julho de 1429 sob o auspício de Santa Joana D’Arc foi coroado o rei Carlos VII, fato histórico que encaminhou o fim da guerra dos Cem Anos.

Na ocasião, disse ela: “Nobre Rei, assim é cumprida a vontade de Deus, que desejava que eu liberasse a França e vos trouxesse à Reims, para receberdes esta sagrada missão e provar à França que sois o verdadeiro Rei”.

Santa Joana D’Arc é cultuada como a maior heroína e uma santa protetora da França.

Leia a milagrosa gesta de Santa Joana d’Arc:

1. A epopeia gloriosa de Santa Joana d’Arc entra pelo III milênio

2. Tribunal tenta enganar a heroína

3. Missão profética da Donzela de Orleans

4. Uma donzela que desfez o melhor exército da época

5. Sagração do rei em Reims

6. Juízes venais, filosoficamente democráticos, condenam a santa

7. A virgem guerreira na fogueira

8. O grande retorno da heroína santa


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

"Noite Feliz" nasceu numa noite de Natal numa capela esquecida


Em 24 de dezembro de 1818, a canção “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (Áustria).

Foi na Missa de Galo na minúscula capelinha de São Nicolau.

Estavam presentes o pároco Pe José Mohr, o músico e compositor Franz Xaver Gruber com seu violão, e o pequeno coro da esquecida aldeia.

No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois últimos versos.

Naquela véspera de Natal nasceu a música que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo.

Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa.

Há muitas histórias sobre a origem dessa canção. Entretanto, a verdadeira é simples e risonha como a canção ela própria.

CLIQUE PARA OUVIR



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Catedrais: templos por excelência para a Igreja Católica cantar o Natal



O Natal é cantado por todos os povos com seus estilos próprios, em Vladivostock, no Ceilão, no Pamir, ou em qualquer recanto do mundo. Porque a alma universal da Igreja Católica está em todas as latitudes.

Porém, a Igreja, Ela mesma, comemora o Natal com seu canto próprio: o cantochão, cantado a uma só voz, sem ritmo, sem acompanhamento, sem ornatos, aproveitando o som das palavras para sublinhar seu significado profundo.


Mas, transmitindo uma alegria serena que sobe diretamente ao Céu, um recolhimento que exclui todas as coisas da Terra, sem agitação nem folia, dizendo com toda naturalidade o que tem a dizer.

O cantochão é a voz da Igreja cantando o dom do Espírito Santo, que Deus a ela comunicou por meio de Nossa Senhora.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A história de Teófilo, o clérigo que vendeu a alma ao diabo, contada numa 'Biblia dos pobres'

Catedral de Toledo


Encravados nas modernas cidades europeias, erguem-se autênticos gigantes de pedra desafiando o tempo.

São as catedrais medievais, construídas por almas fervorosas que quiseram ver sua fé imortalizada através dos séculos.

Contemplando no silêncio o correr de eras históricas, constituem elas um ensinamento vivo da sabedoria da Igreja Católica.

Em suas esculturas de pedra e delicados vitrais coloridos espelha-se uma ordem ideal do universo. A catedral foi por isso chamada "Bíblia dos pobres".

Algumas estátuas constituem verdadeiras obras-primas, tanto da escultura românica quanto da gótica.

Nesta "Bíblia de pedra e de cristal", os artistas de outrora esculpiram inúmeras parábolas, que ensinam de modo vivo as virtudes que o fiel católico deve praticar.

Uma dessas histórias retratadas em pedra é a de Teófilo.

O fato ocorreu na Sicília, e deu origem à famosa legenda que inspirou a auto sacramental "O milagre de Teófilo", dos mais célebres da literatura medieval.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O sino: simbolismo e efeitos exorcísticos e benéficos

Sinos restaurados da catedral Notre Dame de Paris
Sinos restaurados da catedral Notre Dame de Paris


O sino dá ao Ângelus uma solenidade excepcional.

A oração do Ângelus compõe-se de duas partes essenciais: a oração e o som do sino.

Por que o sino toca o Ângelus de manhã, ao meio-dia e à tarde?

Por ordem da Igreja Católica, cumpre a palavra do rei profeta:

"À tarde, de manhã e ao meio-dia, cantarei os louvores de Deus, e Deus ouvirá a minha voz".

À tarde, canta o princípio da Paixão do Redentor no Jardim das Oliveiras.

De manhã, a sua Ressurreição, e ao meio-dia a sua Ascensão.

De manhã, dá o sinal do despertar, da oração e do trabalho.

Ao meio-dia, adverte o homem de que a metade do dia é passada, e que a sua vida não é mais que um dia.

À tarde, toca ao recolhimento e ao repouso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A graça mística que agiu
nos construtores das catedrais medievais

A construção de uma cidade, templos religiosos e prédios públicos e privados
A construção de uma cidade, templos religiosos
e prédios públicos e privados
Luis Dufaur


No homem medieval é preciso distinguir três categorias sociais essenciais:

1) o homem de oração e de estudo que é o clérigo.

2) o homem de luta e de ideal que é o guerreiro.

3) o homem de trabalho, na cidade ou no campo, que corresponde à plebe.

O próprio ao clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, não como um qualquer considera, mas com uma espécie de enlevo apaixonado.

Esse é o caso do bom clérigo, evidentemente. Há também o mau clérigo, ao qual esse elogio não pode caber.

Então, o que caracteriza o bom clérigo é uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo por onde, por exemplo, se ele considera a Paixão e Morte de Nosso Senhor, é propenso a se compenetrar de tal modo que até chora.

Se considera a Anunciação, ou os mistérios gozosos, ele é propenso a fazer quadros como os de Fra Angélico.

E ele assim age quando considera Nosso Senhor no Templo e em todos os episódios narrados nos Evangelhos.

Em todas essas considerações o bom clérigo é profundamente refletido, medita muito, e a meditação atinge até o fundo de sua sensibilidade.

Isto o leva, portanto, aos maiores sacrifícios e às maiores renúncias, e daí o grande número de santos entre o clero da Idade Média.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Faça uma visita virtual à catedral de EXETER, Inglaterra

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A catedral de Exeter está dedicada a São Pedro

Pode parecer paradoxal que uma catedral hoje em uso pelos protestantes anglicanos esteja consagrada ao Príncipe do Apóstolo contra o qual se revoltaram os chefes protestantes na pessoa do legítimo sucessor de Pedro, o Papa.

Porém é tal o prestígio da Igreja Católica que esses revolucionários que se apropriaram indevidamente da catedral católica não ousaram mexer com a dedicatória.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O simbolismo divino na arte e na natureza visto pela Idade Média

Rosácea lateral da catedral de Chartres: resumo da ordem do Universo
Rosácea lateral da catedral de Chartres: resumo da ordem do Universo
com Cristo Rei no centro.
Luis Dufaur




continuação do post anterior: A catedral: resumo da ordem sublime de Deus impressa no Universo


A terceira característica da arte medieval reside no fato de que ela é um código simbólico.

Desde o tempo das catacumbas [nos dias da perseguição romana], a arte cristã falava por meio de figuras, ensinando os homens a verem por detrás de uma imagem uma outra coisa superior.

O artista, segundo o imaginavam os Doutores da Igreja, deve imitar a Deus, que sob a letra da Escritura escondeu um profundo significado, e que queria que a natureza também servisse de lição para o homem.