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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Sentimentos que inspiram as grandes igrejas da Idade Média

Capela do College de Exeter, Grã-Bretanha.
Capela do College de Exeter, Grã-Bretanha.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Comparando as obras arquitetônicas dos últimos três séculos com as da Idade Média, a maravilhosa superioridade desta última deve impressionar todo observador atento, escreveu o célebre criador do Big Ben A.W.Pugin.

A mente é levada naturalmente a refletir sobre as causas que produziram esta imensa mudança, e esforçar-se para rastrear a queda de gosto arquitetônico, a partir do período de seu primeiro declínio até os dias atuais.

O grande teste de beleza arquitetônica é a adequação do projeto ao fim a que se destina.

O estilo de um edifício deve corresponder ao uso para o qual foi criado e o espectador deve perceber logo de vez o objetivo para o qual foi erguido.

Agindo sobre este princípio, diferentes nações deram origem a muito variados estilos de arquitetura, cada um adequado a seu clima, costumes e religião.

Os edifícios religiosos estão entre os monumentos mais esplêndidos e duradouros. Por isso, não pode haver dúvida de que diferentes ideias e cerimônias religiosas tiveram de longe a maior influência na formação dos vários estilos na arquitetura.

Quanto mais intimamente compararmos os templos das nações pagãs, com seus ritos religiosos e mitologias, mais estaremos satisfeitos com a verdade desta afirmação.

Neles todos os ornamentos, cada detalhe tinha uma importância mística.

A pirâmide e obelisco da arquitetura egípcia, seus capiteis em flor de loto, suas esfinges gigantescas e seus múltiplos hieróglifos, não eram meras combinações extravagantes de arquitetura e ornamentos, mas emblemas da filosofia e mitologia dessa nação.

Cada elemento da arquitetura gótica tem um significado místico.
Catedral de Ely, Grã-Bretanha.
Na arquitetura clássica, novamente, não variaram apenas as formas dos templos dedicados a diferentes divindades, mas certos capiteis e ordens de arquitetura eram peculiares a cada um; e os ornamentos com forma de folhagem dos frisos eram simbólicos.

O mesmo princípio da arquitetura resultante da crença religiosa, pode ser traçado a partir das cavernas de Elora, às ruínas druídicas de Stonehenge e Avebury.

Em todas estas obras de antiguidade pagã, encontraremos sempre que o plano e a decoração do edifício são místicos e emblemáticos.

Há de se supor que só o cristianismo, com suas verdades sublimes, com seus estupendos mistérios, deve ser deficiente a este respeito, e não possuir uma arquitetura simbólica para seus templos que incorpore suas doutrinas e instrua seus filhos?

Certamente não.

E não é só isso: do cristianismo surgiu uma arquitetura tão gloriosa, tão sublime, tão perfeita, que todas as produções do antigo paganismo afundam, quando comparadas, ao nível dos sistemas falsos e corruptos pelos quais foram originadas.

A arquitetura cristã reivindica formas muito mais elevadas da nossa admiração do que a mera beleza ou a antiguidade.

A beleza pode ser considerada como uma questão de opinião.

A antiguidade não é prova de excelência.

Mas somente na arquitetura cristã encontramos encarnada a fé do cristianismo e a ilustração de suas práticas.

As três grandes doutrinas da redenção do homem pelo sacrifício de Nosso Senhor na Cruz; das três pessoas iguais unidas num só Deus; e da ressurreição dos mortos, são a base da arquitetura cristã.

A primeira – a Cruz – não é apenas o próprio plano e a forma de uma igreja católica, mas ela coroa cada torre e duas águas, e é impressa como um selo de fé no próprio mobiliário do altar.

As formas e estilo do gótico falam dos grandes mistérios da Fé. Catedral de Wells, Grã-Bretanha.
As formas e estilo do gótico falam dos grandes mistérios da Fé.
Catedral de Wells, Grã-Bretanha.
A segunda doutrina – a Trinidade – está totalmente desenvolvida na forma triangular e disposição dos arcos, rendilhado, e até mesmo subdivisões dos próprios edifícios.

A terceira doutrina – a Ressurreição dos mortos – está muito bem exemplificada pela grande altura das linhas verticais, que foram consideradas pelos cristãos, a partir do período mais antigo, como o emblema da ressurreição.

De acordo com antiga tradição, os fiéis oravam numa posição ereta, tanto aos domingos e durante o tempo pascal, em alusão a este grande mistério.

Isso é mencionado por Tertuliano e por Santo Agostinho. Stantes oramus, quod est signum Resurrectionis; e, no último Concílio de Nisa, foi proibido de se ajoelhar aos domingos, ou desde a Páscoa até Pentecostes.

Com o princípio vertical de fundo, sendo um emblema reconhecido da ressurreição dos mortos, podemos facilmente explicar a adoção do arco ogival dos cristãos, criado com o propósito de ganhar maior altura dentro de uma limitada largura.

Eu digo adoção, porque a mera forma do arco ogival é de grande antiguidade; e o próprio Euclides deve ter estado perfeitamente familiarizado com ele. Mas não houve nada que o pusesse em uso, até que o princípio vertical foi afirmado.

As igrejas cristãs tinham sido previamente construídas com o objetivo de altura interna: o trifório e o clerestório já existiam nas igrejas dos saxões.

Malmesbury: o clerestório é o nível superior com janelas,
o trifório é a galeria abaixo do clerestório.
Nota: Trifório é uma galeria estreita, aberta sobre o andar das arcadas ou das tribunas e sob o clerestório nas paredes laterais da nave principal nas igrejas ou catedrais medievais.

Esta galeria sem janelas faz a ligação estética entre os outros elementos do conjunto dando beleza à parede que de outro modo ficaria vazia e fechada para o exterior.

No estilo gótico novos progressos permitiram instalar vitrais na zona do trifório.

Clerestório é a parte da parede da nave iluminada naturalmente por um conjunto de janelas laterais do andar superior das igrejas medievais do estilo gótico.

De uma forma geral, se refere à fiada de janelas altas, dispostas sobre um telhado adjacente. Fonte : verbete Trifório, Wikipedia.

Elevados como eram estes edifícios, quando comparados com os templos chatos e deprimidos da antiguidade clássica, a introdução do arco ogival permitiu aos construtores obter quase o dobro da altitude com a mesma largura.

As características e detalhes todos das igrejas erguidas durante a Idade Média não expõem os triunfos da verdade cristã?

Como a própria religião, as fundamentos das igrejas góticas estão na Cruz, e a partir dEla sobem para o céu em majestade e glória.

A nave elevada e o coro, com torres ainda mais elevadas, coroada por aglomerados de pináculos e torres, todas apontadas para o céu, são os mais belos emblemas da resplandecente esperança católica e a derrota vergonhosa do paganismo.

A Cruz, exaltada em glória – símbolo de misericórdia e perdão – coroando o edifício sagrado, o interpõe entre a ira de Deus e os pecados da sociedade.




Pugin, o arquiteto de Deus


Augustus Welby Northmore Pugin, nascido em Londres em 1º de Março de 1812, tinha apenas 24 anos quando publicou Contrastes.

O autor ofereceu nele todo um programa que redefiniu a arquitetura como uma força moral, imbuída de significado político e religioso.

A mensagem de Pugin era simples: se algo está errado em nossas cidades, algo está errado conosco, sendo necessárias reformas na sociedade e na arquitetura.

Em Contrastes ele defendeu um renascer da arquitetura gótica medieval, e com ela um retorno à fé e às estruturas sociais da Idade Média.

Pugin propôs-se reconstruir a Grã-Bretanha através de uma Cristandade gótica católica.

Foi uma cruzada inimaginável, mas o sucesso foi maior do que o esperado. Quando fez 30 anos, já havia construído 22 igrejas, três catedrais, três conventos, escolas e um mosteiro cisterciense.

Pugin queria reformar a sociedade levando-a de volta a uma hierarquia benigna, a um medievalismo no qual cada classe poderia olhar para a que lhe era superior e dela receber apoio, enquanto os de cima aceitavam a responsabilidade de proteger os que estavam embaixo.

O Big Ben de Londres é a mais genial obra neogótica de Pugin
O Big Ben de Londres é a mais genial obra neogótica de Pugin
Ele forneceu elementos para o projeto vencedor do Parlamento de Londres onde desenhou alguns de seus mais admirados ambientes, como o interior da Câmara dos Lordes.

Seu último projeto, feito em 1852, ficou o mais famoso: a torre do relógio do Palácio de Westminster, o celebérrimo Big Ben. Ele morreu aos 40 anos de idade.



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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

YORK: a poesia das flechas inexistentes,
mas imagináveis

York: a poesia das flechas inexistentes
York: a poesia das flechas inexistentes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A catedral gótica de York, na Inglaterra, apresenta algumas características que à primeira vista impressionam pouco, mas cuja beleza é preciso saber saborear.

O gosto pelo princípio de unidade e transcendência nos levaria a desejar que as torres terminassem bem mais altas, por uma série de lances menores e com uma ponta altiva e elegante.

Pois não é propriamente segundo o espírito contra-revolucionário uma torre sem ponta, sem uma flecha.

As duas torres do fundo não têm pontas, mas os ângulos estão flanqueados por alguns florões que causam à primeira vista a impressão de torreões.

Flechas inexistentes, mas imagináveis
Flechas inexistentes, mas imagináveis
Onde está a beleza dessas torres?

Pode-se dizer que estão inacabadas, e que não possuem toda a beleza com a qual sonhou para elas o arquiteto.

Mas a beleza própria delas é justamente por não terem cone, pois há nelas algo que nos leva a imaginar as pontas que não existem e a sonhar com elas.

Na ordem da natureza as sombras têm sua beleza, e às vezes são mais belas do que a realidade.

Também os cumes e as pontas inexistentes ficam insinuados, quando a base é feita com talento.

E por meio da insinuação, qualquer um pode formar certa ideia subconsciente daquilo que poderia existir.

Nas duas torres há algo que ajuda a imaginação de quem as vê, a elevar-se até o cone.

De fato, prestando atenção, desprende-se dela certa poesia, que é a do cone inexistente, mas imaginável.

A catedral está rodeada por casas meio ligadas umas às outras, sem muita ordenação, formando um bricabraque de acordo com a fantasia.

O batistério está quase imerso no meio de um emaranhado de dependências da catedral e de casas.

Todo o conjunto é agradável e interessante
Todo o conjunto é agradável e interessante
Há um arvoredo também, meio entrelaçado com as construções.

Nesse conjunto temos o contrário do urbanismo moderno, no qual nada é entrelaçado.

O que fariam os urbanistas contemporâneos?

Derrubariam todo o casario, para a catedral ficar à vista por todos os lados, e substituiriam por uma praça vazia, com gramado e árvores.

Resultado: perderia algo na linha do aconchego, do convívio íntimo entre peças diferentes.

Todo o conjunto é agradável e interessante — diferente do perpétuo quadrilátero das ruas modernas.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência em 22 de maio de 1985, sem revisão do autor. Fonte: Agência Boa Imprensa).


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

DIJON: campanário feito pelas fadas ou pelos anjos?

Dijon, a cidade dos cem campanários: a catedral no fundo, São Filiberto na esquerda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Catedrais e igrejas têm também histórias, fatos e lendas para contar.

Entre muitas, está a história do campanário da igreja de São Filiberto, muito próxima da catedral Notre Dame de Dijon, capital da Borgonha, na França.

  “Dijon é a cidade dos cem campanários!”

Esta exclamação histórica foi pronunciada no topo da fortaleza de Talant pelo rei Francisco I assim que ele descobriu a seus pés o espetáculo inesquecível da capital da Borgonha – França – emergindo da bruma matinal.

Foi numa manhã de 1515. Grande mecenas das artes durante o Renascimento, Francisco I partia com um exército rumo à Itália.

São Benigme
Porém, sua famosa exclamação não foi tão original, pois toda cidade de alguma importância desenvolvida na Idade Média havia sido louvada em termos análogos.

Pois ao se considerar os campanários de suas catedrais, igrejas paroquiais, abadias e capelas, conventuais ou privadas, não se conseguia contar o número.

Naquela época a França era com toda razão reconhecida como a filha primogênita da Igreja.

Catedral Notre Dame e a torre do relógio
Os campanários de Dijon são em geral cobertos com telha ou ardósia.

Alguns deles, entretanto, eram protegidos por chapas de pedra conhecidas como “laves”.

Um campanário apresenta características muito peculiares.

O da igreja de São Filiberto, por exemplo.

Essa igreja se ergue à sombra da catedral, edificada por volta do ano mil pelo arquiteto italiano Volpiano.

Alguns séculos depois, os noviços da abadia de São Benigno quiseram construir uma igreja mais “ao vento”, “na moda” da época.

E encomendaram o projeto a um arquiteto da região.

Tinha que ser uma igreja nova, sem os "vestígios obsoletos do passado".

O arquiteto quebrou a cabeça para conceber um prédio segundo a moda nova: de estilo humanista, que ressuscitava o velho estilo romano pagão.

São Filiberto e seu campanário de lenda
A tarefa não era simples, pois devia ser discreto, não derrubando a igreja já existente e fingindo manter o estilo e a originalidade da Borgonha.

Afinal o novo santuário ficou quase pronto, com um detalhe importante: para satisfazer à ânsia de modernidade e originalidade, não possuía campanário.

Os habitantes de Dijon eram muito ciumentos de seus abençoados sinos e dos respectivos campanários.

E eles contavam que, na noite anterior à consagração do templo, fadas ou anjos – as opiniões divergiam sobre este ponto especial – combinaram entre si edificar eles mesmos a torre que o capricho dos homens eivados de Renascença recusava.

E trabalharam até a madrugada.

Quando o carrilhão da abadia de São Benigno começou a chamar os monges para a recitação de Matinas, a surpresa estava ali.

Desenhando seu perfil na noite, um campanário se erguia aos céus onde não devia haver nenhum!

Na manhã cedinho, a nova igreja de São Filiberto ostentava o mais brilhante campanário da cidade.

Ele estava feito inteiramente com pedra entalhada, mas trabalhado com tanta perfeição, arte e detalhe que parecia feito de renda.

Com um particular: em virtude de um senso de hierarquia bem graduado, o novo campanário, resplandecente de alvura, fora feito com o cuidado de não ficar mais alto que o da catedral, mãe de todas as igrejas da diocese.


(Fonte: Sophie e Béatrix Leroy d’Harbonville, “Au rendez-vous de la Légende Bourguignonne”, ed. S.A.E.P., Ingersheim 68000, Colmar, França)



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terça-feira, 11 de novembro de 2025

REIMS: catedral para coroar o rei da França

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Após os horrores revolucionários da Revolução Francesa e as não menos revolucionárias nem menos sangüentas guerras de Napoleão, os príncipes legítimos da casa de Bourbon, retornaram a Paris.

O primeiro em entrar na antiga capital do reino, foi o Conde de Artois ‒ futuro Carlos X ‒ irmão caçula do decapitado rei Luis XVI.

A entrada do Conde de Artois em Paris foi um episódio de fábula.

Se não fosse o caráter pagão das “Mil e uma Noites”, a gente diria uma fábula das “Mil e uma Noites”.

Entrada do conde de Artois em Paris
Ele era um príncipe feito mais de cristal do que de carne, tendo todas as graças e os charmes da delicadeza francesa, tendo todas as finuras, os raffinements, as cortesias da elegância francesa.

Tendo, ao mesmo tempo, uma atitude paternalíssima em relação ao povo.

E o povo notou essa paternalidade e ficou encantado, chegou a abraçar os cavalos dele, não sem algum perigo do cavalo de repente dar um coice.

E o Conde de Artois avançava sem se perturbar, enquanto o povo abria caminho.

O povo da Áustria fica simplesmente derretido e emocionado quando um arquiduque da casa imperial volta, depois de uma longa perseguição.

É a volta de um pai inocente.

No caso da França não. 

Nossa Senhora, Reims
O príncipe é o sonho que todo o mundo gostaria de ter, que gostaria de viver, com o qual se pensava quando os canhões brutais soavam perto de Paris anunciando as violentas vitórias de Napoleão.

No fundo os corações do povo de Paris pensavam no toque dos sinos da Catedral de Reims quando era coroado um rei da França.


Eles batiam pensando na cerimônia da coroação, uma das mais belas cerimônias da Cristandade.

A catedral de Reims é a catedral feita pela França monárquica para prestar culto ao representante temporal de Deus na Terra.



(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 31/3/95. Sem revisão do autor)



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