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quarta-feira, 5 de maio de 2010

As ruínas medievais falam da grandeza da Era da Luz

Ruínas da abadia de Jedburgh, Inglaterra. O protestantismo não suportava a pureza dos religiosos e mandou demolir os mosteiros e saquear seus bens.
Pode-se compreender a pujança da Idade Média calculando a profundidade de algumas raízes dela que ainda subsistem apesar dos séculos de Revolução.


Por exemplo, no esplendor da arquitetura das catedrais medievais que restam em pé.

Vendo-se a grandeza desses restos é-se levado a compreender a grandeza da Idade Média sob uma luz especial. Um Doutor da Igreja, comentou a famosa cena da cabeça de São João Batista apresentada a Salomé num prato.

Ele disse que os olhos de São João Batista cerrados pela morte olhavam com uma censura igual ou maior à que eles tinham em vida.

Catedral de Lichfield, Inglaterra
Essa grandeza da expressão que a alma pode comunicar ao corpo, de tal maneira que às vezes sobrevive à própria morte, essa grandeza de expressão permite aquilatar na morte a grandeza da vida.

Tal era a enormidade do repúdio de São João Batista ao pecado de Herodes, que se manifestava ainda no olhar sem vida dele.

Da mesma maneira, a Idade Média manifesta-se maior ainda em seus restos mortais, do que em sua existência.

Ela revela ter raízes tais que quem estuda por alto a história da Idade Média talvez não consegue suspeitar.

Na pós-vida da Idade Média pode se aquilatar a persistência dela. Ela vem cambaleando há quinhentos anos sob os golpes dos que querem fazê-la morrer.

Na sua persistência se compreende bem a grandeza que teve.

A Igreja Católica não nasceu na Idade Média, mas foi no período medieval que Ela atingiu sua plena expressão.

Poder-se-ia dizer: “mas por que falar das raízes medievais? As raízes cristãs não são de nenhum modo medievais. A Igreja Católica nasceu no tempo de Augusto. Por outro lado, Ela é divina e sobrenatural e não se prende a nenhuma época”.