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terça-feira, 16 de maio de 2023

SANTIAGO DE COMPOSTELA:
fachada barroca e interior românico

A fachada da catedral apresenta uma sobrecarga fantástica,
mas ordenada, bonita e grandiosa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Externamente, a catedral parece com uma sobrecarga fantástica.

Mas depois que a gente habitua bem a vista, percebe que essa sobrecarga é ordenada, bonita e grandiosa.

Internamente o problema não se põe. Ela é românica, anterior à fachada, e muito ordenada e bonita.

Pormenor muito espanhol: não tem vitrais. Tudo é murado.

Mas tem uma clarabóia bem estudada, por onde entra luz suficiente para a catedral inteira.

A imagem famosa de Santiago está no subterrâneo.

Os restos mortais do Apóstolo estão numa urna funerária muito bem trabalhada, pré-gótica, já anunciando o gótico; talvez de ouro.

Depois, pregada na parede, em cima, um pouquinho sem jeito, uma estrela de ouro que uma pessoa que não conheça História não percebe bem por que é que está lá.

Mas vem da origem do nome da cidade, "Campus stelle", o "Campo da Estrela": uma estrela indicou onde o corpo de Santiago Matamoros estava.

Depois, um altar-mor à la Bernini, o mais desgracioso e feio possível. Um órgão também lamentável, muito feio, tudo à la Bernini.

A gente vê que é muito posterior. Se a mulher do rei Carlos IV que aparece num quadro do Goya tivesse dons artísticos, ela desenhava esse altar e esses tubos. Um pesadelo de louco!

Há capelas laterais muito bonitas. E no centro, a meio termo entre o altar-mor e a porta de entrada, na nave que corresponde ao Evangelho, uma capela do Santíssimo Sacramento, do século passado, ou começo deste século, com exposição permanente do Santíssimo.

Urna de Santiago Apóstolo.
É um ambiente de adoração que realmente dá gosto de ver, muito bonito e piedoso; com uma imagem do Sagrado Coração de Jesus muito piedosa e muito digna. Eu pensei em mamãe logo que vi.

O que é uma maravilha é uma imagem mais bem pequena de Nuestra Señora del Perdón, que se encontra no lado externo de uma das paredes da capela do Santíssimo.

É do gênero da imagem medieval de Toledo Virgen Blanca, em madeira, é um encanto.

O altar principal tem três imagens de Santiago.

No mais alto do mais alto está Santiago Mata-mouros.

Tudo muito correto, digno, para quem não tem espírito liberal.

Altar mor com o busto do Apóstolo Santiago que os peregrinos costumam abraçar chegando por trás
Altar mor com o busto do Apóstolo Santiago que os peregrinos costumam abraçar chegando por trás
Há uma escada monumental na entrada, e pessoas entram sob um arco que há embaixo da escada. Por quê?

Era porque embaixo tem uma capelinha, em estilo românico, construída por Carlos Magno.

Eu fiz questão de visitar e rezar lá, porque queria prestar homenagem ao Imperador Carlos.

Meu culto a Deus Nosso Senhor foi glorificado por esse grande homem.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor).


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terça-feira, 17 de maio de 2022

Interior decapitado, sem ponto monárquico. “Feias como o pecado” X antecâmaras do Céu – 6

Altar-mor do santuário de Compostela
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







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continuação do post anterior: Indispensável posição monárquica do presbitério. “Feias como o pecado” ou antecâmaras do Céu? – 5



Michael Rose descreve o ambiente típico de uma igreja americana moderna.

As cadeiras circundam o altar. Não há genuflexórios, e as poltronas convidam a cruzar as pernas, passar o braço por cima do espaldar do vizinho ou pôr os pés no respaldo da frente.

As posturas informais calham bem com a atmosfera criada pela nova arquitetura.

Não há espírito de oração nem reverência. Não há arte sacra.

Há burburinho e bate-papo entre os fiéis. Uns procuram amigos e parentes com o olhar, e trocam “tchauzinhos”.