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domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal e bom Ano Novo!

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Vídeo: “Os 12 dias de Natal”










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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Costumes católicos do Natal: uma arca de tesouros espirituais, culturais e até gastronómicos!


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na lista de links que segue a continuação, clicando o leitor encontrará um rica explicação de cada um desses santos e deliciosos costumes católicos natalinos.





























25 de dezembro é bem o dia em que Jesus nasceu





quarta-feira, 15 de agosto de 2018

ROUEN: a glória de Deus cantada pela flecha de um templo altaneiro


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Rouen, a cidade onde Santa Joana d'Arc foi martirizada pelos ingleses, possui uma das catedrais góticas mais belas da França.

Na ilustração da catedral, observe seu enorme impulso rumo ao céu.

A torre vai se adelgaçando, e dir-se-ia que a sua ponta vai se transformando em céu.

A tal ponto que não se sabe bem se a ponta é mais ar do que terra, mais luz do que pedra.

Demonstra uma vontade de subir, reflete uma elevação de alma.

No prefácio da sua História de Santa Isabel de Hungria, Montalembert(*) conta um fato bem significativo.

Um maometano, preso pelos cruzados, recebeu licença de viajar pela Europa.

Conheceu catedrais medievais, e perguntou quem as construíra.

Mostraram-lhe o irmão leigo de um convento, e explicaram-lhe:

“Esses são os homens que constroem tais monumentos”.

Observou então o islamita:

“Como podem homens tão humildes construir edifícios tão altivos?”

Essa pergunta sintetiza a alma católica: humilde quanto a si mesma, mas insaciável de glória para Deus.

Nesse templo religioso, a glória de Deus é cantada por uma flecha que, simbolicamente, atinge um píncaro mais alto que todos os edifícios.

Símbolo da Igreja e da sociedade temporal católica.

A Igreja paira acima de tudo.

Ela e a Cristandade cantam a glória de Deus.


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(*) Carlos Forbes Renato de Montalembert, conde de Montalembert, literato e político francês, nasceu em Londres em 1810 e faleceu em Paris em 1870. Chefe do partido católico liberal, autor de inúmeras obras.
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Rouen, localizada no noroeste da França (Normandia), é conhecida como a cidade-palco do martírio de Santa Joana d’Arc, em 1431, na Place du Vieux-Marché.

Seu monumento mais prestigioso é a maravilhosa Catedral Notre-Dame de Rouen, obra-prima da arte gótica, construída entre os séculos XII e XV.

Sua fachada é constituída por 3 portais e duas torres assimétricas — a Tour Saint-Romain e a Tour du Beurre.

Sua flecha, uma agulha neogótica em ferro fundido, foi edificada entre 1825 e 1876, sendo a mais alta da França.

Na época de sua construção era a mais elevada do mundo, com 151 metros de altura.

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(Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10.02.1974. Sem revisão do autor.)




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quarta-feira, 18 de julho de 2018

O simbolismo das catedrais góticas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O simbolismo das catedrais escapa ainda à ciência moderna, embora nos últimos anos se tenha dado um grande passo em frente, graças sobretudo aos trabalhos admiráveis de Emile Mâle.

Descobriu-se recentemente o simbolismo das pirâmides do Egito, e deve-se ver nelas o testemunho de uma ciência muito profunda, de autênticos monumentos de geometria, matemática e astronomia, embora ressalvando os exageros de alguns ocultistas.

Resta-nos descobrir o simbolismo das catedrais, dessas igrejas familiares que são um apelo à oração, ao recolhimento, talvez à mais maravilhosa das sensações humanas, que é o espanto.

Estamos longe de dominar o seu segredo.

Ainda não penetramos a fundo no porquê dos pormenores de arquitetura ou de ornamentação que as compõem, apenas sabemos que todos esses pormenores tinham um sentido.

Não há uma única dessas figuras — que rezam, fazem carantonhas ou gesticulam — colocada gratuitamente, todas possuem a sua significação e constituem um símbolo, um signo.

Nos vitrais, os nossos sábios ainda não foram capazes de descobrir a sua completa interpre¬tação, embora os simples camponeses lessem neles como num livro.

Nem sempre conseguimos identificar esses rostos, que outrora uma criança teria podido nomear.

Sabemos que as nossas catedrais estavam orientadas, que o seu transepto reproduz os dois braços da Cruz, mas faltam-nos ainda muitas noções para podermos penetrar no seu mistério.

A construção das catedrais participa da ciência dos números, esses números que são a harmonia do mundo, e que foram consagrados pela liturgia católica.

0 3 é o algarismo da Trindade, algarismo divino por excelência, que reconduz tudo à unidade e representa as três virtudes teologais.

0 4 é o algarismo da matéria: dos quatro elementos; dos quatro temperamentos humanos; dos quatro evangelistas tradutores da palavra de Deus; das quatro virtudes cardeais, que devem ser praticadas pelo homem na condução da sua vida terrestre.

0 7, que alia o divino ao humano, é o algarismo de Cristo, e depois dele o algarismo do homem resgatado: os quatro temperamentos físicos unidos às três faculdades mentais (intelecto, sensibilidade, instinto).

Ao mesmo tempo, uma outra combinação de 3 e 4 dá 12, o algarismo do universo, dos doze meses do ano, dos doze signos do zodíaco, símbolo do ciclo universal.

O nosso sistema métrico não tomou em conta esses “números-chave”, mas deve-se observar que a atual numeração, um tanto abstrata e rudimentar, não conseguiu adaptar-se, por exemplo, às fases solares e lunares, e continua a ser suplantada em quase toda parte, nos campos, por medidas ao mesmo tempo mais simples e mais sábias.

Tudo isso deixa entrever uma ciência oculta, mais profunda do que se tinha podido suspeitar até agora.

E a iconografia, que na sua forma científica está ainda no começo, poderá abrir dentro de pouco tempo perspectivas ainda ignoradas.


(Fonte: Régine Pernoud, “Lumière du Moyen Âge”, Bernard Grasset Éditeur, Paris, 1944)


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