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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Catedral: símbolo do motor imóvel

Podemos imaginar uma catedral gótica para a qual estão fazendo um vitral.

Então fica, durante décadas, um espaço aberto para a rosácea. Passa passarinho lá dentro, entra corvo, vento, tempestade, chuva, tudo.

Mas, numa bela manhã, o vitral está pronto e vai ser instalado. Do lado de fora estão os andaimes.



Por fim, o vitral acaba sendo instalado e há uma festa. No dia seguinte começa a vida do vitral dentro da Igreja semi-vazia.

Ele começa a refulgir de acordo com as várias horas do dia. E inicia-se a história interminável dele, porque cada dia passado na catedral é uma história que acontece.

Naquele primeiro dia, começa outra forma de presença na catedral que tem algo de majestoso não-sensacional.

É o histórico da rotina de uma magnificência extraordinária que se repete todos os dias do mesmo modo como se fosse eterna.

Entra o outono, depois o inverno, a primavera, o verão, tudo se repete, repete, sem pressa, sem sofreguidão, sem sensação. Inteiramente idêntico a si mesmo.

Isto tem uma beleza própria que as pessoas hoje ignoram. A liturgia bem entendida tem isso também.

Mas, na catedral, o que domina é um silêncio, uma estabilidade, uma continuidade que é o atrativo dela.

A catedral impulsiona uma ação cuja força deriva em parte dessa estabilidade. A imobilidade dela parece ser o melhor de sua força motriz.

A catedral está para a ação como o ponto de apoio para a alavanca de Arquimedes.





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