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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Majestade, força e seriedade: a catedral de BREMEN


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A catedral de Bremen tem qualquer coisa de majestoso, de forte e de sério, que lembra um dos aspectos da Igreja Católica: Sua divina severidade.

Cada igreja, quando é bem construída, espelha um aspecto da “alma” da Religião Católica.

E na catedral de Bremen está expressa a solidez e a severidade da Igreja Católica.

Duas lindas torres, muito altas com o mesmo jogo do verde que se repete em cima.

Como efeito ótico, a Catedral tem duas simetrias; uma se perde meio no céu, e a outra é da pedra destacado pelo verde.

São dois golpes de vista distintos que coincidem no mesmo edifício.

E o atarracado e o severo está na parte central do edifício que fica como que esmagada entre as duas torres.

As torres cravam o pé no chão como que diz:



“É isso mesmo!

E eu não só afirmo que é isso e finco o pé no chão, mas levanto a cabeça.

“E com toda a altura da minha estatura te olho, ó transeunte, para te dizer que a Igreja nunca muda, que a Igreja não passa, que Ela é eterna, e que tu tens que olhar com respeito para a severidade dos princípios que Ela enuncia.”

Um dos aspectos da sabedoria consiste nessa catadura, toda de pedra.

O tempo passa mas ela não muda, as pedras não mudam.

A Catedral tomou consistência ao embate de mil tempestades; ela tem uma conaturalidade com a tempestade.

Ela entra numa discrepância harmônica com o corpo de edifício vizinho.

Interior da catedral: maravilhosa, delicada, graciosa, harmoniosa, flutuante.
É o maravilhoso da severidade, do combativo, do altaneiro, ao lado do maravilhoso do delicado, do gracioso, do harmonioso, do flutuante.

São duas formas diversas de maravilhoso, que juntas constituem pelo seu próprio contraste, uma só, única e harmoniosa maravilha.

Esta é uma das mil maravilhas da Europa antiga que o espírito progressista procura de todos os modos insultar, e que certos tratadistas de arte e de história procuram desvirtuar.


Sinos da catedral de São Pedro, BREMEN, Alemanha :






(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 14.8.67, não revisto pelo autor)



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3 comentários:

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