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quarta-feira, 23 de julho de 2014

AACHEN 2: catedral de insignes relíquias e do trono de Carlos Magno


Continuação do post anterior


Carlos Magno enriqueceu a catedral de Aachen com relíquias extraordinárias.

Na urna da Santíssima Virgem Maria (Marienschrein) se encontram a túnica que Nossa Senhora usou no Natal, os panos com que envolveu o Menino Jesus, o tecido menor que Cristo usou durante a Crucifixão, e o tecido em que foi envolvida a cabeça de São João Batista após sua decapitação.

Numa outra urna (Karlsschrein) igualmente rica e de análogo estilo se conservam os ossos do próprio Carlos Magno. Esses ossos foram objeto de uma longa e severa análise que confirmou sua autenticidade.

Veja mais em: Reconhecidos os ossos do “Pai da Europa”: Carlos Magno


Essas relíquias, mais os ossos de Carlos Magno conservados em outro precioso relicário, são expostas cada sete anos. Neste ano de 2014 1200º aniversário da morte de Carlos Magno estão sendo exibidas solenemente para a veneração popular.


A capela octogonal inclui um segundo andar rematado por uma cúpula com mosaicos bizantinos. O atual telhado em gomos é um acréscimo barroco.

Oito grandes pilares gémeos definem o octógono. O piso superior apresenta, entre cada pilar, uma divisão feita por duas colunas mais finas.

Esse piso superior abre-se para o octógono e está todo coberto de mosaicos.

Os mosaicos da cúpula têm como tema Cristo em Majestade, sentado no trono ladeado por dois anjos e vinte e quatro reis oferecendo as suas coroas a Deus.

A imagem é do Livro do Apocalipse de São João e glorifica o triunfo definitivo de Jesus Cristo no Fim dos Tempos.

O simbolismo é claro: Carlos Magno e os imperadores do Sacro Império deviam se empenhar ativamente pela vinda desse império divino final na consumação dos tempos.

Também no segundo nível, onde iniciava a área do soberano, encontra-se o trono de Carlos Magno.

O trono pode parecer até demasiado simples para a importância que ele teve na História.

Foi feito com placas de mármore que segundo a tradição teriam sido tiradas do pretório de Pilatos, em Jerusalém.

Pois o imperador era também o vingador de Jesus Cristo, devia fazer respeitar na terra os direitos de Cristo Rei e tornar real o seu reinado.

O trono está sobre seis degraus como o trono de Salomão descrito no Antigo Testamento.

Tudo indica que este é o trono original de Carlos Magno.

Está no local mais alto da capela de onde o imperador podia seguir a Missa.


Carlos Magno fez vir de Roma e Ravenna as elegantes colunas de capitéis coríntios do segundo piso. Elas estão distribuídas em dois níveis de altura e percorrem o perímetro do octógono.

Foram roubadas 1794 pelo exército da Revolução Francesa, mas foram recuperadas parcialmente em 1814.

Algumas ficaram no Museu do Louvre. Atualmente a catedral expõe vinte e duas das colunas originais.

Carlos Magno decidiu generalizar a educação no império, restaurando antigas escolas e fundando novas.

Essas novas escolas podiam ser monacais, sob a responsabilidade dos mosteiros; catedrais, junto à sede dos bispados; e palatinas, junto às cortes.

Dessa época até hoje provém a tradição universitária de Aachen e o papel educativo da catedral.




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