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quarta-feira, 29 de março de 2017

Catedral de São Marcos, VENEZA:
“Igreja Católica é isto! Ó Igreja Católica!”

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






É noite em Veneza. Na Praça de São Marcos a onda de turistas está ausente, os pombos estão dormindo, a catedral apresenta-se em sua majestosa solidão.

Esplendidamente iluminada, deixando perceber o branco reluzente do mármore, seus pormenores e a linha geral do conjunto.

Nesta magnífica catedral de São Marcos distinguem-se três profundidades.

Em primeiro lugar as arcadas, que têm como centro um arco maior apresentando magnífico mosaico, e acima dele um terraço.

Em seguida a parte superior desse primeiro corpo do edifício, com uma espécie de ogiva central muito grande.

Nela se percebem os famosos cavalos, dois torreões, e de cada lado ogivas bem abertas encimadas com figuras.

A terceira parte é constituída pela cúpula da catedral e algumas torrezinhas.

A iluminação ressalta a parte branca do edifício, que assim parece constituída de tijolinhos de açúcar.

Mas notam-se também sombras cheias de mistério nessa esplêndida galeria de arcos do andar térreo.

Diante desta catedral, forma-se em nossa mente uma impressão marcante: o espírito de fé com que ela foi construída.

E, a partir desse espírito de fé, a aspiração do maravilhoso e do grandioso manifestada em louvor de São Marcos.

É uma das mil cintilações deslumbrantes do espírito católico, levando-nos a exclamar:

“Igreja Católica é isto! Ó Igreja Católica!”.



(Fonte: Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, 11/01/1989.  Excertos sem revisão do autor.)





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quarta-feira, 15 de março de 2017

Nossa Senhora de BRUGES: síntese feliz do talento flamengo e da piedade espanhola


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Num primeiro momento a igreja de Nossa Senhora ‒ Notre Dame em francês e Onze-Lieve-Vrouwekerk em flamengo ‒ de Bruges é confundida com a catedral da cidade.

A razão é ser ela a maior igreja católica da cidade.

Destaca-se por uma torre medieval de 122 metros de altura que é a mais alta de Bruges.

É, aliás, a segunda maior torre feita de tijolos na Europa.

Os visitantes ficam atraídos por seu caráter e pelas destacadas obras de arte que possui.

Ela foi construída entre os séculos XIII e XV.

Muitas obras de arte foram acrescentadas nos séculos posteriores, como uma Madonna de Michelangelo e uma famosa Crucifixão pintada por Anthony van Dyck.

Ali estão também os riquíssimos túmulos de Maria de Borgonha e de seu pai Carlos o Calvo.

A duquesa Maria reinou sobre os Países Baixos, que então incluíam a Bélgica e a Holanda, no fim do século XV.

Os artísticos sarcófagos feitos de mármore preto e cobertos de ricos trabalhos em bronze são um exemplo do gótico tardio.

Na igreja aspira-se uma mistura singular, típica do ambiente flamengo católico.

Por um lado, a igreja de Nossa Senhora carece do luminoso e do colorido típico de gótico francês, substituído por uma certa tristeza da qual não está ausente a influência cultural que preparou a hirteza protestante.

Porém, por outro lado, encontra-se o resplendor, a variedade de cores da arte flamenca nos tempos da glória da alta cultura desenvolvida em Flandres.

Soma-se a isso a patente influência do catolicismo espanhol que afastou da Bélgica dos erros calvinistas e do peso hirto e escuro da arte ‒ ou anti-arte ‒ protestante, escura, melancólica e fatalista.



Vídeo embaixo: Igreja de Nossa Senhora, Bruges, Bélgica






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