![]() |
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Como seria a catedral de Notre Dame se ela pudesse ter sentimentos e falar?
Ela sem dúvida não seria do tipo de pessoa que ri a toda hora.
Mas seria do tipo de homem que tem dentro da alma, uma forma de grandeza e de bem-estar que pode coexistir com os maiores tormentos e as maiores angústias.
É um estado de elevação, de sublimidade, de afabilidade, de benignidade. Com esse estado ele se sente capaz de todas as grandezas; desde as maiores até as menores.
Contra o mal, o feio e o ruim ele se sente capaz de todas as intransigências; das maiores às mais miúdas.
Mas, também, de todas as paciências, bondades, flexibilidades, adaptabilidades ao que não é mal.
Porque, ao mal, ele resiste sempre, luta sempre, não dá nem tréguas nem quartel.
Mas é capaz de todas as formas de afabilidade, de transigência, de bondade muda, para aquele que não é mau.
Por detrás desse estado de espírito encontra-se a verdadeira alegria. Que não é a vontade de rir, mas é sentir-se em harmonia com Deus Nosso Senhor.
Sentir-se na estatura própria à sua alma, e na realização da tarefa própria à sua alma.

Esse estado de espírito só a visão sobrenatural dá. Ele transforma a alma num verdadeiro sacrário.
Esse estado de espírito atrai veneração e ternura. Ele enleva os homens.
Mas é, precisamente, esse estado de espírito que o mundo revolucionário e igualitário contemporâneo abomina. Ele odeia, evita a companhia de quem é assim, se desagrada em olhar quem é assim.
Porque ele deve prefere uma desordem permanente. Ele quer qualquer coisa menos isso.
Se for para ser chorão, ele chora; se for para ser mole, ele é mole.
Se for para ser violento, ele é violento; se for ser palhaço, ele é.
Moles, chorões, violentos, palhaços, por mais diferentes que sejam, acabam se adaptando entre si.
Aquela catedral sentiria, em si, esse bem-estar.
É porque habita nela um espírito temperante. Quer dizer, a súmula de tudo quanto é de bom espírito.
Isso dá uma estabilidade altaneira, mas tranquila, que não tem medo das convulsões e que é toda voltada para a eternidade.
Esse é o perfil moral e psicológico da catedral de Notre Dame.
E esse perfil moral é imortal, aconteça o que acontecer, queime o que queimar.
GLÓRIA CRUZADAS CASTELOS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS








Parabéns pessoal! A catedral é de uma beleza indescritível.O texto, é perfeito.Abraços ternos.Beli Martins.Brasil
ResponderExcluirSim as pessoas dá catedral é um beleza linda
ResponderExcluirE linda
ResponderExcluir