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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Órgão de Notre Dame bem recuperado para restauração

Órgão desmontado com precisão para limpieza e restauração
Órgão desmontado com precisão para limpeza e restauração
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Notre Dame já sofria por 12 grandes janelas de vidro, com desenhos abstratos realizados por Jacques de Chevallier em 1966.

A investida modernista também procura entrar postulando métodos e materiais modernos para reconstruir as estruturas internas arrasadas pelo fogo. O teto é um caso típico.

Os defensores da tradição postulam que a estrutura seja refeita com carvalho como foi feita o original e durou até hoje.

Os modernistas querem usar titânio e outros materiais alegando – aliás, de modo incompreensível – que são mais ecológicos do que a madeira que é inflamável.

Os arquitetos responsáveis estão ouvindo as propostas de pedreiros especializados, entalhadores de pedra, marceneiros, fabricantes de vitrais, e ferreiros.

O presidente Emmanuel Macron já tentou aproveitar o impacto do incêndio para convocar um concurso internacional que desse um “toque contemporâneo” à catedral reconstruída.

Especialmente fizesse uma moderna agulha para substituir a neogótica consumida pelo fogo e que era criticada pelo clero. Mas o presidente renunciou em face da reação e das múltiplas ilegalidades em que devia incorrer.

Uma outra grave preocupação era o grande órgão de Notre-Dame. Embora não foi afetado pelas chamas era indispensável uma pormenorizada limpeza e restauração que não poderia ser realizada na catedral, informou Europe1.

Milhares de tubos deviam ser desarmados um por um, e temia-se danos importantes, quiçá irreparáveis, além de uma obra muito demorada.

Entretanto a desmontagem foi concluída com quase dois meses de antecedência, informou o estabelecimento público responsável pela restauração.

Foi todo um novo marco na consolidação do prédio que começou em 3 de agosto. Foi instalado um andaime de quase 30 metros no qual foram montados dois “sapines”, aberturas verticais, para descer as peças grandes e pequenas com segurança.

Todas elas foram colocadas em quatro contêineres impermeáveis e transportadas para um depósito na região de Paris, aguardando o trabalho dos especialistas.

O órgão é composto por 8.000 tubos divididos em 115 pontos, o que o torna o maior instrumento da França no gênero.

Não foi afetado pelas chamas e recebeu relativamente pouca água dos bombeiros, mas estava coberto com poeira de chumbo e partes prejudicadas pela onda de calor que exigiam uma limpeza e restauração extensas fora do local.

A limpeza e restauração deve ser perfeita antes de ser devolvido à catedral. Depois serão então necessários seis meses para a sua harmonização “para que possa ressoar no dia 16 de abril de 2024”.

Nessa data será cantando um Te Deum de agradecimento cinco anos após o incêndio, sublinhou o general Jean-Louis Georgelin, presidente do estabelecimento público responsável pela restauração.





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8 comentários:

  1. É emocionante saber que construiram verdadeiras maravilhas com ferramentas rudimentais
    hoje com toda a tecnologia nao temos nenhuma construçao de grande beleza.
    Abraços a toda equipe.

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  2. Irmã Mónica
    Ainda não respondi ao seu E-mail, porque sou desleixado, eu é que sim.
    Mas envio-lhe aí esta notícia, que é interessante.
    Com estima

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  3. Tem que ser o original da Idade Média!!!

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