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terça-feira, 4 de maio de 2021

Catedrais góticas: mistério mais grandioso que o das pirâmides do Egito

Amiens, França
Luis Dufaur
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A técnica é definida pela Escolástica, da mesma forma que as artes, como “recta ratio factibilium”.

Quer dizer, a reta ordenação do trabalho, ou também, a ciência de trabalhar bem.

Hoje, o mal uso da técnica, a empurra para produzir para além do que é bom, e espalhar instrumentos que afligem a vida dos homens.

Nos tempos em que o espírito do Evangelho penetrava todas as instituições, a técnica produziu frutos que vão além do tudo o que a Humanidade conheceu previamente.

Um desses frutos inigualados foi ‒ e continuam sendo ‒ as catedrais medievais.

Até hoje especialistas tentam decifrar como fizeram os arquitetos da Idade Média para, com tão pobres instrumentos, criar obras colossais que “humilham” as técnicas modernas mais avançadas.

Os técnicos das mais variegadas especialidades da construção e também da física, da química e das matemáticas se debruçam para tentar descobrir como os medievais erigiram esses portentos arquitetônicos.

Mergulham eles nos “mistérios das catedrais”.

São muitos os que até agora não estão elucidados: desde as fórmulas químicas desaparecidas que dão aos vitrais tonalidades únicas e irreproduzíveis até os mais complexos cálculos matemáticos e astronômicos que orientaram as proporções cósmicas das Bíblias de pedra.

Beauvais, França
Como decifrar o enigma?

“As catedrais se burlam de nós há oito séculos.

“Elas resistiram não só às intempéries e aos ataques insidiosos do clima, mas mais ainda por vezes a provas tão violentas como os bombardeios.

“Como é que estas catedrais loucas aguentam em pé?”, pergunta o arquiteto, historiador e geógrafo Roland Bechmann em seu livro “As raízes das catedrais”.

O livro de Bechmann recebeu elogios das maiores autoridades acadêmicas da França.

Ele tem o mérito de mexer numa polêmica silenciosa, mas aberta como uma chaga nas almas de inúmeros franceses.

Enquanto o mundo parece rumar para uma modernidade cada vez mais caótica, as catedrais góticas em seu mutismo eloquente apontam um caminho inteiramente diverso.

O comentarista Paul François Paoli, do jornal “Le Figaro”, resume esse conflito interior dos franceses:

“As catedrais góticas são as pirâmides do Ocidente e nós não acabamos ainda de compreender como é que elas puderam ser construídas numa época considerada obscura e arcaica do ponto de vista científico”.

O historiador Jacques Le Goff saudou o livro de Bechmann como uma obra prima de interdisciplinaridade sobre “esses prodígios de pedra que continuamos admirando em Amiens, Chartres ou Paris”.

Mas, segundo Bechmann, esses prodígios dizem uma coisa aos homens do século XXI: “como vocês são pequenos!”

Chartres, França
“No fim da época gótica ‒ explica o autor ‒ havia uma igreja para cada 200 habitantes da França, e esses prédios considerados em seu conjunto podiam abrigar uma população maior que a do país inteiro.

“Calcula-se que em trezentos anos a França extraiu, transportou de charrete e erigiu mais pedra que o antigo Egito em toda sua história”.

Mas não é só uma questão de tamanho e volumes, não, diz Bechmann.

É uma questão de ciência e grandeza de alma. E explica:
Canterbury pela noite
Canterbury pela noite
Se hoje nós devêssemos construir catedrais góticas com os meios de que eles dispunham, nós não conseguiríamos.

“E mesmo que nós conhecêssemos até os pormenores de seus procedimentos, nós não ousaríamos.

“Calcular a resistência de construções como eles souberam realizar exigiria a ajuda de computadores.

“E ainda que nós conseguíssemos, haveria todas as chances de que nós chegássemos à conclusão de que essas catedrais, segundo as normas e coeficientes de segurança que nós aplicamos hoje, não poderiam ficar em pé...”
E, entretanto, elas continuam de pé e continuam nos emocionando, acrescenta Paul F. Paoli, jornalista do “Figaro”.




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terça-feira, 27 de abril de 2021

Esplendor do gótico e glória da Idade Média

Catedral de Burgos, Espanha
Catedral de Burgos, Espanha
Luis Dufaur
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Gótico! Quanta glória encerra esta expressão!

Quando a Renascença exumou a cultura clássica e rejeitou a civilização medieval, “gótico significava “bárbaro”, grotesco, próprio aos Godos.

Hoje, com o correr dos séculos, a pátina do tempo transformou “gótico” em sinônimo de “glória”.

Glória pelo esplendor da arte que elaborou o arco ogival e rasgou os céus com as torres de catedrais como as de Paris, Chartres e Colônia.

Glória pela civilização que extinguiu a escravidão, converteu os bárbaros, inventou as universidades e construiu os primeiros hospitais.

terça-feira, 20 de abril de 2021

A graça mística que agiu
nos construtores das catedrais medievais

A construção de uma cidade, templos religiosos e prédios públicos e privados
A construção de uma cidade, templos religiosos
e prédios públicos e privados
Luis Dufaur
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No homem medieval é preciso distinguir três categorias sociais essenciais:

1) o homem de oração e de estudo que é o clérigo.

2) o homem de luta e de ideal que é o guerreiro.

3) o homem de trabalho, na cidade ou no campo, que corresponde à plebe.

O próprio ao clérigo é um modo de considerar a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, não como um qualquer considera, mas com uma espécie de enlevo apaixonado.

Esse é o caso do bom clérigo, evidentemente. Há também o mau clérigo, ao qual esse elogio não pode caber.

Então, o que caracteriza o bom clérigo é uma espécie de paixão por Nosso Senhor Jesus Cristo por onde, por exemplo, se ele considera a Paixão e Morte de Nosso Senhor, é propenso a se compenetrar de tal modo que até chora.

Se considera a Anunciação, ou os mistérios gozosos, ele é propenso a fazer quadros como os de Fra Angélico.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Arundel: catedral da fidelidade ao catolicismo

Arundel catedral-santuário de um duque mártir
Arundel catedral-santuário de um duque mártir
Luis Dufaur
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A Igreja Catedral de Nossa Senhora e São Filipe Howard é uma catedral católica na cidade de Arundel (West Sussex), Grã Bretanha, com uma história única.

Ela foi construída em 1873 como igreja paroquial, mas o esplêndido templo se tornou catedral em 1965 com a fundação da diocese de Arundel-Brighton.

A construção da catedral se deve à família Howard, Duques de Norfolk e Condes de Arundel, uma das famílias católicas mais proeminentes da aristocracia inglesa, instalada no Castelo de Arundel desde 1102 até hoje.

O duque de Norfolk é, por direito histórico reconhecido pela monarquia protestante inglesa, Primeiro Duque dos Pares de Inglaterra, membro hereditário da Câmara dos Lordes, Marechal Hereditário da Inglaterra.

Enquanto conde de Arundel também é Primeiro Conde do Reino inglês. Os Condes de Arundel têm também os títulos de Duque de Norfolk e outros subsidiários.

terça-feira, 23 de março de 2021

Entusiasmo impulsiona restauração de Notre Dame como na Idade Média

Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Já foram escolhidos os oito carvalhos de dois séculos para a agulha de Notre Dame
Luis Dufaur
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Com presteza e exigência já foram escolhidos os oito majestosos carvalhos da floresta de Bercé, centro-oeste da França, velhos de dois séculos, cuja preciosa madeira apresentou as melhores qualidades para sustentar a futura agulha de Notre Dame de Paris, noticiou “Clarin”.

São árvores incomuns, com mais de 20 metros de altura em seu tronco útil e um metro de diâmetro, selecionadas pelos arquitetos-chefes Philippe Villeneuve e Rémi Fromont.

Esses carvalhos vão garantir as fundações de uma estrutura de cerca de 300 toneladas.

Foram procuradas com drones que elaboraram os perfis de cada uma em 3D.

As árvores deviam ser ligeiramente curvas para acompanhar as abóbadas e se juntar às colunas do transepto.

terça-feira, 9 de março de 2021

Escola de sabedoria e santidade

Catedral de Salisbury, Inglaterra
Catedral de Salisbury, Inglaterra
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Quando nós vemos a Catedral de pedra e o povo que passa, entra e sai, podemos dizer: “Como os homens gostam dela!”

Podemos dizer também: “Deus, no mais alto do Céu, como gosta dela!”

Mais do que isso, Deus no mais alto do Céu gostou, e Nossa Senhora gostou do nosso encanto por aquela Catedral.

Porque mais belo do que a Catedral é o amor que o homem tem à Catedral.

Porque o homem é a obra-prima de Deus nesse universo visível.

E todos os movimentos de alma, para amar aquilo que o Espírito Santo sugeriu para a glória de Deus, são mais belos do que as coisas materiais que o homem faz.

E quando nós sorrimos para a Catedral, Deus e Nossa Senhora sorriem para nós.

E assim é o tesouro de belezas que há no fundo da alma do inocente.

É uma forma de luz.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Catedral de ANTUÉRPIA: lições de sua profanação

Nossa Senhora na catedra de Antuérpia
Nossa Senhora na catedral de Antuérpia
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O padre Bernardes, na “Nova Floresta” conta a história de “Os calvinistas, na catedral de Antuérpia”, Bélgica.

“No dia 21 de agosto de 1566, uma caterva de hereges calvinistas penetrou, à noite, na catedral de Antuérpia.

“Um deles, simulando um sinal, entoou um salmo de Davi, em língua francesa, e logo os outros arremeteram furiosamente contra as imagens de Cristo, de Nossa Senhora dos santos, que havia na igreja.

“A umas derrubavam, a outras calcavam aos pés, e outras estoqueavam com as espadas, e a outras ainda, arrancavam as cabeças com machados.

“Um grupo deles, saltando sobre os altares, arremessava ao chão os vasos sagrados, rasgavam os painéis dos retábulos, borravam e enchiam de imundícies as pinturas das paredes, e outros grupos quebravam os vitrais e estilhaçavam o órgão e demais santos das cornijas e dos capitéis.

“Uma antiga e devotíssima imagem de um crucifixo de grande tamanho foi derrubada e cortada em achas, como lenha, conservando-se intacto os dois ladrões que ladeavam a cruz”.
Isso é característico do espírito protestante. Derruba Nosso Senhor e deixa os ladrões.

Se eles tivessem que derrubar um dos ladrões derrubavam o bom ladrão, São Dimas. O outro continuava de pé.

O provérbio português diz: lê com lê, cré com cré. Assim, o herege poupa o ladrão, mas profana a casa de Deus.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Maravilhosa resistência de Notre Dame de Paris permite restauração veloz

resistência de Notre Dame de Paris permite restauração veloz
Resistência de Notre Dame
permite restauração veloz
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A estrutura de andaimes metálicos de 500 toneladas ficou ferozmente deformada no incêndio de Notre Dame tendo se incrustado nos muros por derretimento.

Podia se temer que na hora de tirá-la acontecessem abalos na estrutura da catedral.

Porém, o árduo e perigoso trabalho de desmonta-la cortando-a parte por parte concluiu na noite de 24 de novembro e “A Grande Dama de Paris” permaneceu impávida se sustentando por si própria, malgrado os graves danos no seu teto e agulha.

A majestade que irradiava explicou a exclamação da ministra de cultura francesa, Roselyne Bechalot: “a catedral de Notre Dame foi salva”, noticiou “Clarín”.

Ficaram afastadas as hipóteses de que colapsasse o monumento histórico mais famoso da França.

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Órgão de Notre Dame bem recuperado para restauração

Órgão desmontado com precisão para limpieza e restauração
Órgão desmontado com precisão para limpeza e restauração
Luis Dufaur
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Notre Dame já sofria por 12 grandes janelas de vidro, com desenhos abstratos realizados por Jacques de Chevallier em 1966.

A investida modernista também procura entrar postulando métodos e materiais modernos para reconstruir as estruturas internas arrasadas pelo fogo. O teto é um caso típico.

Os defensores da tradição postulam que a estrutura seja refeita com carvalho como foi feita o original e durou até hoje.

Os modernistas querem usar titânio e outros materiais alegando – aliás, de modo incompreensível – que são mais ecológicos do que a madeira que é inflamável.

Os arquitetos responsáveis estão ouvindo as propostas de pedreiros especializados, entalhadores de pedra, marceneiros, fabricantes de vitrais, e ferreiros.

O presidente Emmanuel Macron já tentou aproveitar o impacto do incêndio para convocar um concurso internacional que desse um “toque contemporâneo” à catedral reconstruída.

Especialmente fizesse uma moderna agulha para substituir a neogótica consumida pelo fogo e que era criticada pelo clero. Mas o presidente renunciou em face da reação e das múltiplas ilegalidades em que devia incorrer.

Uma outra grave preocupação era o grande órgão de Notre-Dame. Embora não foi afetado pelas chamas era indispensável uma pormenorizada limpeza e restauração que não poderia ser realizada na catedral, informou Europe1.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

A catedral de Nossa Senhora de REIMS

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No ano de 401, na cidade de Reims, França, o arcebispo São Nicásio dedicou a Nossa Senhora um antigo templo pagão.

Aquela igreja haveria de se tornar a catedral onde Clovis foi batizado e onde seus descendentes foram sagrados.

Reis e bispos engrandeceram-na até que foi substituída por um magnífico templo galo-romano, que se tornou rapidamente célebre por numerosos milagres ali verificados.

Em 1211, um incêndio destruiu esta obra de arte e os habitantes locais, consternados desejaram reconstruí-la de maneira mais gloriosa.

Para cobrir os gastos necessários aos grandiosos planos, dois clérigos fazendo apelo à generosidade dos fiéis, transportaram sobre um andor, de cidade em cidade, a imagem milagrosa da Virgem.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

As ruínas medievais falam da grandeza da Era da Luz

Ruínas da abadia de Jedburgh, Inglaterra. O protestantismo não suportava a pureza dos religiosos e mandou demolir os mosteiros e saquear seus bens.
Ruínas da abadia de Jedburgh, Inglaterra.
O protestantismo não suportava a pureza dos religiosos
e mandou demolir os mosteiros e saquear seus bens.
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Pode-se compreender a pujança da Idade Média calculando a profundidade de algumas raízes dela que ainda subsistem apesar dos séculos de Revolução.


Por exemplo, no esplendor da arquitetura das catedrais medievais que restam em pé.

Vendo-se a grandeza desses restos é-se levado a compreender a grandeza da Idade Média sob uma luz especial. Um Doutor da Igreja, comentou a famosa cena da cabeça de São João Batista apresentada a Salomé num prato.

Ele disse que os olhos de São João Batista cerrados pela morte olhavam com uma censura igual ou maior à que eles tinham em vida.

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Jesus Cristo é o centro da História, proclama a catedral gótica

Catedral de Toledo
Catedral de Toledo
Luis Dufaur
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A belíssima página que a seguir transcrevemos –– de Émile Male, um historiador francês de grande envergadura, especializado em história da arte — apresenta-se como um bálsamo para as feridas que em nossas almas abriu esta época na qual vivemos. 


Ele nos fala da catedral medieval, especialmente a do século XIII, na França. 

Temos a impressão de estar lendo um poema que faz voar nosso espírito para longe das maldições deste século: os horrores da luta de classes, o desvario a que se chegou a propósito dos chamados direitos humanos, as invejas, os escândalos que se atropelam uns aos outros, as perversões morais, o terrorismo, a contínua insegurança e tudo o mais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O olhar do vitral dentro de minha alma

Rosácea de Chartres, França
Rosácea de Chartres, França
Luis Dufaur
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Imaginemos um vitral em forma circular, ou seja, uma rosácea. Um mundo de cores diferentes.

Cada uma daquelas cores é uma amostra de um firmamento daquela cor no qual gostaríamos de nos perder.

Começo, então, dentro dele, um passeio diferente: ora entro no céu de anil, ora no dourado absoluto, depois no verde total ou no vermelho rubro.

Meus olhos distraídos entram naqueles pedacinhos de céu, olham daqui, de lá e de acolá.

Em determinado momento, me vem a maior alegria: a visão do conjunto.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Notre-Dame: a agulha da catedral e a voz do anjo

Luis Dufaur
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Passeando pelo jardim junto ao Sena, vi muitas vezes pessoas contemplando em silêncio essa maravilhosa peça arquitetônica, cuja beleza material “fala”, como um anjo falaria na ordem sobrenatural.

A agulha age sobre os que a admiram como os anjos agem sobre as coisas boas, ajudando a amar seus aspectos mais altos.

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira comentou: “Quando me dei consciência da flecha de Notre-Dame, foi uma alegria enorme para mim e uma espécie de alívio.

Pois a magnífica fachada de Notre-Dame poderia ser comparada a um leão, mas sem juba; e a flecha completa o que faltava, alivia, põe uma nota de graça, fantasia, delicadeza e de um quase irreal que satisfaz.

Pode-se conceber que o anjo da flecha de Notre-Dame seja um anjo que proteja todas as belezas do gênero da agulha no mundo inteiro.

A mensagem das torres é robustecida e aliviada pelo cântico gracioso da flecha!”

As duas torres falam colossalmente do real.

Mas a flecha fina e esguia, subindo rumo ao infinito, representa o irreal, que aprimora o melhor da realidade da catedral e sua legenda.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Notre-Dame de Paris: a flecha e o Reino de Maria

A agulha de Notre Dame tal qual era antes do incêndio
A agulha de Notre Dame tal qual era antes do incêndio

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A fumaça ainda envolvia a catedral de Notre-Dame quando, em 17 de abril de 2019, o então primeiro-ministro francês Édouard Philippe prometia solenemente, no palácio presidencial do Élysée, um “concurso internacional de arquitetos” para refazer o telhado devorado pelas chamas e erigir uma nova flecha na catedral. Cfr. Le Figaro

Comunicou que o presidente Emmanuel Macron aspirava por um radical “gesto arquitetônico contemporâneo”, acenando para um referendo sobre as mudanças que “dariam à catedral características de nossa época”.

Aproveitando-se do impacto emocional causado pelo incêndio, o presidente Macron achou que seria o momento de desnaturar a catedral, como outros já tentaram, e fez o anúncio de um concurso de projetos modernizantes de restauração.

Pressurosamente acolhida pela grande mídia, essa proposta parecia indicar que os franceses aprovavam a mudança de estilo auspiciada pelo presidente.

Mas se ele o fizesse, incorreria em flagrante violação da lei francesa e dos tratados internacionais, que obrigam o país a restaurar os monumentos históricos no estado em que estavam no momento da catástrofe (à l’identique, segundo a concisa expressão francesa).

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

VENEZA: o Campanário da catedral São Marcos, obra prima medieval, reconstruída por São Pio X

Luis Dufaur
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Um dos marcos da cidade de Veneza, Il Campanile di San Marco (O Campanário de São Marcos), afetuosamente chamado de "El Parón de Casa" (o Senhor da Casa) pelos Venezianos.

É uma imponente torre que marcava as horas da cidade. Atualmente pode-se subir e contemplar a cidade de Veneza.

A construção do Campanile original iniciou-se no século IX, perdurando até o século XII. Tem 98,5 mts. De altura e é o prédio mais alto de Veneza.

O aspecto atual do Campanile é uma réplica exata do original. Ele colapsou em 14 de Julho de 1902, não fazendo qualquer vitima.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

A SAINTE CHAPELLE de PARIS
e o sonho da catedral de cristal

A SAINTE CHAPELLE e o sonho da catedral de cristal
Luis Dufaur
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Em algumas construções góticas começa a aparecer um sonho.

É o sonho é de abolir o granito e transformar tudo em cristal.

Esse sonho germina na Sainte-Chapelle de Paris.

A Sainte-Chapelle conserva de pedra apenas o necessário para suportar o teto e servir de encaixe para os vitrais.

Mas o espírito que concebeu a Sainte Chapelle se pudesse fazer um edifício todo de cristal, sentir-se-ia realizado.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Abadia de Holyrood, Escócia

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Fundada em 1128 pelo rei Davi I da Escócia, a abadia acabou sendo transformada em residência real pelo protestantismo.

A igreja abacial virou templo protestante até cair em ruínas. Os restos da abadia estão colados no castelo real de Edinburgo.

As ruínas permanecem como um testemunho mudo da glória do monasticismo católico escocês.

Elas despertam saudades e soam como preanuncio do futuro retorno da nação ao catolicismo profetizada por diversos santos.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Catedral de BOURGES: hierarquia e beleza duma Bíblia em pedra e cristal

Bourges, espessura paredes

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Meçam a espessura da parede!

Quantos santos ou anjos há em pé! É extraordinário!

Entretanto, não são mais que alguns pormenores da catedral de Bourges, na França.

Essa catedral está dedicada a Santo Estêvão, o primeiro mártir cristão, e por isso conhecido também como protomártir.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Amiens e a nobreza absoluta de Deus

Amiens: uma das maiores catedrais do mundo, entrada do Paraíso
Amiens: uma das maiores catedrais do mundo, entrada do Paraíso
Luis Dufaur
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Na catedral estão como que contidas todas as qualidades das igrejas da diocese, ou arquidiocese.

Por exemplo, o lado mimoso da Sainte-Chapelle aflora na flecha da catedral Notre-Dame de Paris.

Porque a Sainte-Chapelle, de algum modo, está contida na catedral.

A catedral é sempre o padrão global, glorioso, total, talvez único das igrejas.

Nas penumbras criadas pelos vitrais da catedral de Amiens, em certos modos de ser das ogivas internas das colunas dentro dela, em algum toque do órgão, entram imponderáveis da concepção sobrenatural do universo.

terça-feira, 14 de julho de 2020

A lógica de Notre Dame e o arrebato do estilo bizantino

Notre Dame de Paris
Notre Dame de Paris
Luis Dufaur
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Notre Dame é irrepreensível, ordenada, perfeita, lindíssima, tudo lógico, mas um lógico com poesia.

São as lógicas não do filosofastro, mas as lógicas da mãe de família, do pai, da vida, é essa lógica, verdadeira.

Então é disso que às vezes a arquitetura apresenta.

Mas às vezes a arquitetura borbulha, e apresenta coisas meio inesperadas.

E é o próprio movimento da alma religiosa, nos seus entusiasmos, êxtases, impulsos, generosidade, nos lances a la Santa Teresa de Jesus por exemplo, que deixam a alma desconcertada diante de sua grandeza, a la Santo Inácio de Loyola, etc.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Ruínas da abadia de Beauport evocam as Lamentações do profeta Jeremias

Luis Dufaur
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A abadia de Beauport está situada em Kérity, Paimpol, na antiga Bretanha, França.

Ela foi fundada em 1202 pelo conde de Penthièvre e de Goëlo, Alain I d’Avaugour.

O conde chamou aos cônegos regulares premonstratenses da abadia da Santíssima Trindade da Lucerna, na vizinha Normandia.

terça-feira, 16 de junho de 2020

A Catedral de AQUISGRÃO:
reflexo da grandeza carolíngea

Luis Dufaur
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A Catedral de Aix-la-Chapelle, a capital do Império de Carlos Magno, é assim chamada em francês.

Também é conhecida como Aachen, segundo a designação alemã, ou Aquisgrão em português.

Ela é toda de pedra, e distinguem-se três elementos arquitetônicos: o Dom, ou catedral, propriamente dito, que é a cúpula central encimada por outra pequena cúpula, no alto da qual está implantada uma cruz.

À direita, uma alta torre; à esquerda, o corpo do prédio, que contém a continuação da igreja.

Tudo isso comunica-se por dentro e constitui um só edifício.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Orvieto: o gótico colorido

Orvieto: catedral gótica colorida com mosaicos e mármore
Orvieto: catedral gótica colorida com mosaicos e mármore
Luis Dufaur
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Uma das mais belas catedrais existentes na Itália é uma basílica gótica toda colorida em mosaico do lado de fora.

É um dos edifícios góticos mais belos do mundo.

É a Catedral de Orvieto.

Sobre uma fachada estritamente gótica podemos ver uma feeria de cores.

Não há aí o que não seja gótico, inclusive a rosácea. Ela fica dentro de um quadrado que tem qualquer coisa de clássico. Mas que se encaixa tão perfeitamente que não há o que dizer.

A cor escolhida é a mais esplendorosa das cores: o ouro. Toda a fachada é sobre fundo dourado. E esse fundo é feito com um método nobre: o do mosaico.

Trata-se de um mosaico de alta qualidade, tão rutilante, tão magnífico que, sendo esta fachada do século XIV, ela dá a impressão de terminada ontem.